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sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Fazer pela vida

Já há uns meses, não muitos, o Nuno Gomes divulgou no Belém Livre um anúncio do Atlético de Madrid - este, em concreto - lembrando a necessidade imperiosa e urgente de recuperarmos sócios, de agarrar a nossa gente procurando alargar as bases sociais de apoio. O post era muito bom, como assinalei na altura, e ontem voltei a lembrar-me dele por ocasião da entrevista ao Correio da Manhã de Jorge Coroado em que o novo presidente da Mesa da AG do Belenenses afirmava categoricamente sermos hoje 7.000 sócios pagantes (estranhamente, dizia-o como se de um número significativo se tratasse). Sete mil, caramba! E desses, talvez fosse necessário contabilizar quantos pagam as quotas em virtude dos serviços de que usufruem ou por via de terem filhos a praticar desporto no Restelo. Feitas essas contas, alguém arrisca quantos sobram...?
Somos hoje poucos; mas quero crer que o primeiro passo para que possamos inverter a marcha é ter disso consciência - no fundo, o inverso da velha conversa da avestruz. Não somos, nem de longe nem de perto, o único clube do mundo que tem que dividir uma cidade com dois colossos comerciais, antes pelo contrário. Mas talvez já sejamos o único que se conforma com esse facto, nada fazendo para contrariar, usando dos meios que a modernidade impõe e facilita, a lógica das coisas. É isso que, de todo, não podemos admitir - sob pena de que, dentro de uns anos - poucos -, já não seja sequer racional abordarmos este tipo de temas. Ora, como que me juntando a essa cruzada pela sobrevivência, aqui fica um outro anúncio do Atlético de Madrid (que tem muitos e bons, fazendo-os frequentemente apesar de não estar nem perto da nossa situação). Estou firmemente convencido de que estes 25 segundos de televisão são profundamente entendidos por todos os belenenses que se preocupam.



O Atlético adapta os anúncios às situações. Tal e qual como nós, sabe o que é o inferno da segunda divisão e por isso, quando subiu, fez isto. Este ano, não esquecendo a necessidade aumentar os "abonados" apesar da Champions League, foi por aqui. É o que se chama não dormir em serviço.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Erros (ou omissões) demasiado graves


O aumento da descendência, aqui há dias, a que se associa a chegada de uma nova potencial consócia - parabéns ao Luís! -, leva-me a pensar em voz alta sobre a atenção que dedicamos aos nossos belenenses mais pequenos. As conclusões são desoladoras...
Dizia-me há tempos um nosso ex-consócio que teima em não regressar ao activo que não percebia como seria possível, hoje, nascer uma criança do Belenenses. Eu percebo-lhe a ideia mas avanço mais uns anos: o que eu de facto quase não entendo é como é possível a um pai fixar uma criança no Belenenses! E se em casa os danos são limitados, o caso é tanto mais complexo quando se anuncia a chegada à escola e o convívio diário, longe da protecção paterna, com os pequenos adeptos dos três clubes do regime. É que eles têm tudo: desde roupa a complementos de moda, passando por material escolar e não esquecendo o equipamento necessário às festas de anos, incluindo os inerentes convites que, não raro, me chegam a casa em tonalidades ora esverdeadas ora mais vermelhuscas. Não sei se quem não é pai - ou mãe - de crianças em início escolar tem consciência deste drama (e da gravidade dos seus efeitos), mas acreditem que a coisa não é brincadeira. Aos 14 ou 15 anos já nos defendemos muitíssimo bem e, não raras vezes, são os próprios adolescentes belenenses que se lançam a gozar com os colegas; mas com 4, 5, 6 ou 7 anos, os recursos de "estômago" são mais limitados e o efeito de contágio é demasiado apelativo.
Não bastando, acresce que os miúdos têm dois olhos na cara e andam na rua. Aqui pela minha zona, em plenas Avenidas Novas, vou volta e meia com a minha filha a uma loja de roupa de crianças onde não faltam três expositores gigantes dedicados evidentemente aos três emblemas oficiais. Certa vez questionei a proprietária, lavrando o meu protesto, sobre a ausência de material alusivo ao Belém. Respondeu-me o que eu já previa: que nunca lá tinha ido ninguém com um catálogo de produtos; que consignação por consignação, para ela não seria negativo ter material do Belenenses, antes pelo contrário. O problema é que, pura e simplesmente, os produtos não existem. E é assim há anos. E somos cada vez menos. E temos cada vez menos crianças. E continua a ser assim há anos e anos...
Em vésperas de eleições, creio ser este um assunto oportuno. Não haverá ninguém - caramba! - disponível para apresentar um projecto com cabeça, tronco e membros para esta área? Em Inglaterra, por exemplo, é raro o clube que não vende o serviço "festa de anos", onde o dia especial é passado com os amigos no Estádio, com lanche incluído e presença rápida de um ou dois "craques". Custará assim tanto criar uma coisa destas? Em Espanha, aqui mesmo a dois passos e pertinho o suficiente para ir copiar, é raro o emblema que não disponibiliza "clínicas de férias", cobrindo as necessidades dos pais no Natal, Carnaval, Páscoa e Verão, ao mesmo tempo que fideliza a clientela futura e de caminho ainda encaixa umas massas. Bem sei que é simples, mas no Belenenses tudo parece ser um bicho de sete cabeças.
E já nem falo sequer nos produtos disponíveis na Loja Azul - que corners do Belenenses em superfícies comerciais relevantes (ou uma presença, pequena que seja, no catálogo FastGalp) nem vê-los. A minha dúvida aqui é só esta: se não sabemos fazer, se há anos e anos negligenciamos de forma grosseira a dimensão comercial e a fixação dos mais pequenos, porque não se concessiona o negócio? Se não sabemos fazer porque não arranjamos quem faça, ainda por cima recebendo uns cobres por exploração licenciada da imagem...?! Alguém duvida do êxito de uma boa parceria nesta área?
Fica o desejo que quase parece ser um sonho: que quem chegar no próximo dia 29 de Março não descure este aspecto. Lembrem-se que serão eles, os mais pequenos de hoje, a determinar se o Belenenses tem futuro. Não os ignoremos!

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Pobreza... tristeza

Ranking das assistências médias da Liga

1º FC Porto - 44 114
2º SL Benfica - 43 588
3º Sporting CP - 32 214
4º SC Braga - 18 427
5º V.Guimarães - 16 205
6º Leixões - 7 095
7º Académica - 5 108
8º Maritimo - 4 857
9º Boavista - 4 416
10º Nacional - 3 330
11º V.Setubal - 2 846
12º E. Amadora - 2 657
13º P.Ferreira - 2 337
14º U. Leiria - 2 210
15º Stª Clara - 1 982
16º Varzim - 1 928
17º Belenenses - 1 870
18º Vizela - 1 585
19º Trofense - 1 312
20º Gil Vicente - 1 194
21º Naval - 1 179
22º Beira-Mar - 1 151
23º Portimonense - 999
24º Rio Ave - 970
25º Freamunde - 964
26º Gondomar - 908
27º Olhanense - 880
28º CD Fátima - 740
29º Aves - 657
30º Penafiel - 592
31º Feirense - 578
32º Estoril - 399

Está bem que alguns clubes têm a conta inflacionada, quando ainda decorreram poucas jornadas, pois já receberam visitas de um dos três "estarolas". Ainda assim, é deprimente, porque nós não deveríamos precisar disso.

Isto sem deixar de olhar para o panorama geral, que é deveras patético. Assim vai o nosso futebol...

Dados da LPFP

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Verão Azul

Se bem me lembro, já há uns 4 ou 5 anos que na velhinha Mailing List se juntavam vozes (entre as quais a minha) reclamando pela abertura das nossas piscinas durante o mês de Agosto, sem prejuízo dos necessários - muito necessários, infelizmente - trabalhos de manutenção. Na altura houve quem visse nisto uma crítica destrutiva (?), esgrimindo todas as impossibilidades para desvalorizar a idéia (que em Agosto não havia ninguém em Lisboa, por exemplo - pelo contrário, há cada vez mais).
Finalmente, o Clube, através do Departamento de Marketing, resolveu aproveitar o potencial e ei-las, as nossas piscinas, abertas para podermos gozar um Verão Azul.

Posso-vos dizer, com propriedade, que vale a pena. Este Domingo lá estive, sem trânsito, sem problemas de estacionamento, sem areias, com aquela vista fantástica e água em óptimas condições. O tempo estava instável, o que provavelmente afastou mais gente, mas ainda assim estavam umas duas dezenas de pessoas a desfrutar, nas duas piscinas ou nas espreguiçadeiras.
Só o bar (de "Verão") ainda não estava operacional, mas parece que estará para breve.

Engraçado também foi ver o "comboio" turístico da zona de Belém passando na rua acima, com a turistada a olhar, espantada e invejosa. E eu com saudades dos meus tempos de estudante. Estaria lá caído todas as manhãs!

A campanha promocional já terminou mas o preço para sócios é bem simpático. Eis o que nos enviou o Departamento de Marketing, para a devida divulgação:

Pela primeira vez o Clube de Futebol «Os Belenenses» vai manter o complexo olímpico de piscinas abertas durante o mês de Agosto. Contrariamente ao que acontece ao longo do resto do ano, as piscinas (50 e 25 metros) estarão disponíveis para efeitos de lazer, quer para sócios do clube, quer para o público em geral.

As piscinas de «Os Belenenses» são inegavelmente umas das melhores piscinas do país onde, agora ao ar livre, todos poderão desfrutar ainda do Sol, de uma água de qualidade certificada e de uma paisagem magnífica sobre o Rio Tejo. O clube oferece ainda estacionamento, espreguiçadeiras e guarda-sol gratuitos. Tudo isto sem ter que sair de Lisboa, a preços extremamente acessíveis, evitando trânsitos e confusões. O objectivo é relaxar e passar um Agosto em grande connosco.

O horário está compreendido entre as 10h00 e as 19h00, de segunda a domingo e os preços de ingresso variam entre os 3 euros por meio-dia e os 150 euros por um livre-trânsito mensal para não sócios, podendo ser obtidas informações adicionais através do Tel. +351 213 010 461 ou Email : piscinas@osbelenenses.com

E façam o favor de "clicar" na imagem para ver melhor:


Com isto tudo vem-me também à memória o tempo em que fui dos primeiros a "inaugurar" as nossas piscinas, vindo da antigas - e bem "esverdeadas" - piscinas do Jamor. Mas sobre isso contar-vos-ei noutra ocasião, a propósito.