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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

A falta de vergonha de Vítor Pereira

Em declarações ontem prestadas aos jornalistas na sequência de mais uma série de inacreditáveis decisões das equipas de arbitragem, o impagável Vítor Pereira - uma das caras da Liga, note-se! -, parece ter dito esta coisa espantosa: «Se não acreditam não vão ao futebol».
Eu não tenho nem nunca tive - diga-se -, qualquer fé na ideia peregrina de que Hermínio Loureiro, Ricardo Costa e este artista (que validava golos que não chegavam sequer a entrar na baliza), viessem para moralizar o que quer que fosse, e muito menos o futebol português. Mas já me parece que se exagera um pouco quando as criaturas se sentem de mãos livres para tratar desta forma os adeptos dos vários clubes, os clientes do negócio que os alimenta. Se após estas declarações ninguém o meter no olho da rua... é caso para considerar que a falta de vergonha dos mandantes do futebol tuga atingiu hoje níveis nunca antes vistos. Será que Hermínio Loureiro não percebe que se os adeptos do futebol fizessem a vontade ao sr. Pereira os estádios portugueses não teriam lá, sequer, os árbitros, os observadores e toda aquela malta que o sr. Pereira controla?

domingo, 18 de janeiro de 2009

Quem não chora, não mama


Conforme havia previsto na entrada anterior, o Belenenses foi gamado na segunda circular, derrotado por 1-0 num jogo em que deveria ter vencido por 2-1: golo mal anulado numa clamorosa capoeira do patético Moretto; e grande penalidade por assinalar num atropelamento a Marcelo que o aldrabão de serviço converteu em... falta atacante! Como diz Pacheco, na tugolândia "quem não chora, não mama". Aliás, já dizia Jorge Jesus - e bem - que contra estes artistas só na playstation...
Já quanto ao golo dos da casa, nada de invulgar a assinalar: centro para a nossa área e... cá vai disto. Não se comprem dois centrais que não é preciso... Despachada mais esta roubalheira habitual, venha a próxima - já na sexta-feira que aí vem, pelas 20h45, no Restelo: o adversário é o mesmo e, enquanto algum douto magistrado não abrir o "apito encarnado", o resultado também é certo. Querem saber mais? Não me espantava nada que nomeassem o Pedro Henriques, assim matando três maçadas de uma assentada: o Benfica chorava em voz alta logo desde o início da semana; o nosso destino, esse, estava traçado dentro da normalidade; e, não menos importante, seis milhões de desportistas teriam a possibilidade de se reconciliar com um dos mais miseráveis árbitros tugas.

Única boa notícia do dia: Avança candidatura para a Intertoto.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

A brincar se vão dizendo algumas verdades



Créditos ao nosso amigo Miguel Amaral.

domingo, 2 de novembro de 2008

Quem é que disse que a máfia estava na Sicília?

Quatro dias depois de se observar no estádio do Gil Vicente uma faixa inacreditável que tem merecido absoluto encolher de ombros da Liga e dos seus responsáveis (por certo gente honestíssima, a avaliar pelo estado de prontidão com que actuaram no Caso Meyong), o Belenenses foi hoje à Reboleira defrontar uma equipa que se inscreveu nessa mesma Liga (vá lá saber-se como e com que papelada...), para tomar contacto com uma nova promessa da arbitragem portuguesa: Marco Ferreira, apitador da Pérola do Atlântico - assim se chamava a encomenda, posto que só podia mesmo vir encomendada...
Como é amplamente reconhecido por TODA a imprensa presente na Amadora, o homem (e os bandeirinhas, fruto da mesma colheita), roubou a bom roubar e se mais não roubou foi apenas por já não saber como o fazer: a expulsão de Wender por falta (?) cometida por China nas barbas do fiscal de linha e com o chefe do gangue bem colocado, é apenas a prova provada de que não é de todo possível acreditar na inocência destas quadrilhas.
Quanto ao futebol em si - que qualquer pessoa minimamente bem formada não tem deste modo gosto algum em comentar -, o Belenenses soma mais um ponto e continua sem perder no consulado de Jaime Pacheco. Na próxima jornada, recebendo a Académica, temos uma excelente ocasião de somar a primeira vitória no campeonato invertendo assim de modo decisivo o rumo que marcou o início da época. Assim não nos apareça pela frente, claro está, o Marco Ferreira ou outro bandido que se lhe equivalha.

No entretanto, João Barbosa reagiu ao roubo desta tarde e fê-lo de forma clara, o que se aplaude. Já o dr. Hermínio - também ele Loureiro - tem muito que explicar: é a velha história da mulher de César...

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Belenenses-Marítimo na imprensa local

Vale a pena escutar, no blogue do nosso consócio Luis Silva do Ó, um excerto do programa Bola ao Centro, da Rádio Miróbriga, onde os comentadores Sérgio Valadares e Jacinto do Ó trataram esta segunda-feira de analisar o Belenenses-Marítimo do passado sábado. Ouve-se seguindo por aqui. Ainda há Jornalismo com letra grande!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Aleluia!

SAD queixa-se do juiz Rui Silva:

Miguel Ferreira, administrador da SAD, veio ontem demonstrar o desagrado da instituição pela actuação do juiz de Vila Real, Rui Silva, na sua partida frente ao Marítimo, nomeadamente quanto às decisões de expulsar Costinha e de ter assinalado nesse lance uma grande penalidade. O responsável da SAD diz que "o Belenenses foi objectivamente prejudicado pela má actuação do trio de arbitragem".
"Houve dois lances preponderantes. O primeiro foi a agressão ao nosso jogador Marco Ferreira que, na nossa opinião, justificaria uma punição ao atleta do Marítimo (Bruno) mas que, afinal, resultou na marcação de uma falta contra o Belenenses. O outro, é o lance da grande penalidade que entendemos não ter existido. Errar é humano e pensamos que o árbitro terá sido ludibriado mas temos sido prejudicados ao longo de toda a Liga", afirma Miguel Ferreira. O dirigente acrescenta, realçando mais uma vez que erros acontecem, mas que o Belenenses "está atento e há que pôr um ponto final nestas situações".
Para já, certo é que o lance da grande penalidade teve forte influência no desfecho da partida - o Belenenses estava a ganhar por 1-0 e, daí em diante, o resultado ficou em 1-1, com os azuis reduzidos a dez unidades - facto que fará a SAD pedir à Liga a argumentação do árbitro Rui Silva para as decisões tomadas no Restelo. "Vamos solicitar à Liga o relatório do árbitro, ver quais os fundamentos da sua tomada de posição e, depois, agiremos de acordo com os direitos do Belenenses", promete Miguel Ferreira.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Quem não se sente não é filho de boa gente

Há silêncios estranhos. Permito-me acompanhar vários consócios com quem tenho trocado impressões e que reclamam por esta altura, 24 horas depois do roubo do Restelo, uma posição firme dos nossos dirigentes - admitindo que os há...
Desculpem os meus amigos mas custa-me verificar que pela segunda vez esta época somos escandalosamente espoliados e, curiosamente, sempre em benefício do(s) mesmo(s). A maioria dos adeptos apontam um apito verde na génese do problema, agora que de forma cada vez mais evidente lhes apertamos a margem de erro. Eu até concordo mas não isento de culpas o berço da nacionalidade. Enfim, palpites. O certo é que a encomenda não foi para o adversário de ontem - algo me diz aliás que o Marítimo vai pagar estes pontos a muito curto prazo -, mas seja quem seja o beneficiado o que se passou no Restelo é demasiado grave para se compadecer com o silêncio que se faz notar em Belém.
Bem sei que, para infelicidade nossa (e desde logo, como é evidente, do próprio), não podemos contar desta vez com Cabral Ferreira. Mas a SAD ainda tem quórum, caramba! E o clube, ao que se publicou, tem uma Comissão de Gestão ou coisa que o valha. Estranha-se por isso que nem a SAD se manifeste, nem a tal Comissão ou lá o que é diga de sua justiça. Não querem convocar uma conferência de imprensa e "partir a loiça"? Pois bem, não é preciso: solicitem uma reunião com carácter de urgência à Liga, ao dr. Hermínio e ao sr. Pereira, onde de caminho possam perguntar se a resolução do "caso Meyong" está guardada para o final da época consoante as "necessidades" do "sistema". Não querem reunir? Anunciem o veto ao pseudo-árbitro de Vila Real ainda que se saiba que a figura do veto não tem efeitos práticos. Há um sem fim de opções no cardápio, basta querer levantar o dito da cadeira!
Perante o silêncio, mais grave é constatar que, ao invés, uma das figuras de maior relevo no status quo, Jorge Coroado, se insurgiu isso sim contra os de dentro, ao mesmo tempo que anda entretido a comentar as arbitragens de terceiros na imprensa escrita e falada, num exercício que, para o próprio, deveria suscitar uma leve noção de incompatibilidades; mas isso é lá com ele. Que sejam os adeptos do Belenenses a ter que lhe aturar os resultados (ou ausência deles) dos caprichos mediáticos é que já não me parece bem.
É triste dizê-lo, mas no demissionismo que por estes dias reina no Restelo, salvou-se o speaker. Que venha a multa. Estas até dão gosto a pagar.