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segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Golos são golos... e vão dois

Entrosamento, confiança. O que falta à nossa equipa, não tenho dúvidas, nem agora, nem há umas boas semanas atrás as tinha, quando tive oportunidade de fazer a cobertura do início de estágio no Algarve. Em minha modesta opinião, dificilmente poderíamos esperar outra coisa e também é verdade que já noutras épocas o início não foi promissor.
No entanto, talvez agora me possa dirigir nestes termos com menos optimismo "cego" e mais certeza. Agora, que chegam reforços e estou certo que o Belenenses irá ganhar "goal power".

Por golos... já tivémos dois, o do Zé Pedro de belíssimo efeito. Eles aqui estão, cortesia da TVGolo - para rever, recordar... repetir em campo!



segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Belenenses isolado no 5º lugar



Não foi tão complicada como Jorge Jesus havia previsto, esta vitória do Belenenses em Leiria. Tratava-se, evidentemente, de um jogo difícil, sendo igualmente certo que neste tipo de partidas - de vida ou de morte para o adversário - não é fácil antever que tipo de rival teremos pela frente: se uma equipa super-motivada pela convicção de quem vê uma última luz ao fundo do túnel, se uma equipa assustada, que quer mas não pode. Foi esta última versão do U. Leiria a que nos tocou em sorte, propensa a tremideiras e com o seu maior desequilibrador no banco, pelo que não estranhou que Weldon cedo tenha colocado o Belém em vantagem - avanço que não mais perdeu. Conseguido o primeiro golo, observámos uma primeira parte chata e sem história, com o Belenenses a gerir sem dificulade nem especial entusiasmo.
Já no início do segundo tempo, transformou-se o nosso onze para melhor, com a equipa a querer trocar a bola a toda a largura do terreno, muitas vezes com êxito. O Belenenses foi sempre superior e não espantou ninguém o segundo golo de Weldon, oportuno a cabecear por entre o (potencialmente) forte jogo aéreo da defesa leiriense. Contra a corrente do jogo, o União ainda logrou reduzir para 1-2, num golo de belo efeito mas que ajudou a convencer o Belenenses da sua manifesta superioridade. Tirando partido das entradas de Devic e Jankauskas, Jorge Jesus matou de vez as últimas esperanças da equipa da casa, não mais voltando o Belém a perder o absoluto controlo do jogo. Mais uma vez, a equipa esteve tacticamente muito perto do brilhantismo.
Notas especialmente positivas para Weldon, pois claro, com os seus dois tentos; mas também para Costinha - a querer convencer o treinador perante a chegada de nova opção para a baliza - e Rolando: hoje quase não se deu por ele ao mesmo tempo que se mostrava intransponível, o que, no fundo, é o que se pede a um grande central. Cândido Costa e Rodrigo Alvim souberam criar perigo sempre que isso lhes competia, ao mesmo tempo que Silas e Zé Pedro mostraram mais uma vez, a espaços e em especial na segunda parte, a razão de serem uma dupla temível quando o querer é muito. Destaque ainda para a estreia de Jankauskas, a querer mostrar serviço e a demonstrar desde já que pode bem vir a ser muito útil no que resta de época.
Com tudo isto, o Belenenses ultrapassa o Vitória de Setúbal na tabela contabilizando agora 29 pontos e a quinta melhor defesa da prova - três pontos de vantagem sobre o difícil adversário que se avizinha.
Uma nota final para o eventual cenário de nos pilharem seis pontos: estaria então o Belém com 23 pontos, apenas a 3 do 6º lugar que provavelmente dará acesso à Taça UEFA. Curiosamente, esse sexto lugar pertence ao Marítimo, pelo que uma vitória no próximo sábado nos recolocava de imediato nos lugares lá de cima, mesmo considerando a eventualidade de Liga e FPF entenderem sacudir para cima de outrém as responsabilidades que já toda a gente percebeu que (também) lhes assistem. Mas, enfim, apenas um cenário que, pelo menos de momento, não tem reflexo no mundo real.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

E a equipa não se demitiu!



Muito engraçado o discurso de Paulo Bento, com aquela velha técnica habitual nos clubes do regime de assegurar que o seu onze deu meio tempo ao adversário. Entendo-o na perfeição, posto que é mais fácil ir por aí do que reconhecer a evidência: nos primeiros 45 minutos, salvo 2 ou 3 tentativas desgarradas do visitante, o Belenenses deu um banho de bola ao Sporting, aproveitando os três pontos para chegar ao desejado quinto lugar. Jesus surpreendeu seguramente Paulo Bento ao entrar de início com três centrais - Devic acompanhou Rolando e Hugo Alcântara -, permitindo assim ao longo da primeira metade as subidas de Rodrigo Alvim (felizmente não foi vendido) e Mano em apoio dos sectores mais ofensivos. O resultado foram boas sessões de troca de bola e tranquilidade q.b., com Roncatto a mostrar mais uma vez que pode fazer a diferença se vier buscar jogo a zonas mais recuadas. Já Zé Pedro parece ter recuperado a confiança no remate, o que lhe valeu um golo extraordinário.
A segunda parte trouxe aquilo a que vamos estando habituados: o Belém recua, por regra em excesso, entregando a iniciativa de jogo ao adversário e espreitando o contra-ataque por forma a matar o jogo. O problema desta estratégia, se iniciada demasiado cedo como foi o caso, é que a equipa tem tendência a defender cada vez mais atrás com o passar dos minutos, passando muitas vezes por dificuldades que me parecem desnecessárias. Hoje, a substituição de Roncatto por Areias mais não fez do que assumir um período de cinco minutos de descontos de auto-sufoco, sem ninguém que, na frente, fixasse pelo menos algumas das unidades adversárias e pudesse tentar fazer posse de bola por pouco tempo que fosse. Como o leão anda muito fraquinho, a coisa correu bem - o que também não surpreende. Todos se recordam por certo do jogo da primeira volta...
Por outro lado e num momento conturbado da vida do Belenenses, destaque para o apoio do público e para a excelente coreografia da Fúria Azul: "Nós não nos demitimos"; os profissionais também não, sendo assim possível colocar quem mais interessa a remar para o mesmo lado. Que a onda prossiga em Leiria!
No global, três pontos importantíssimos a somar a um resultado positivo obtido em Braga, num ciclo em que se segue a visita ao desesperado lanterna vermelha. Mesmo considerando a imperiosa necessidade de pontos do adversário, não é admissível em Leiria outro resultado que não seja a vitória, por forma a cimentar a posição europeia na classificação, independentemente da FPF sacudir para cima de nós a totalidade das culpas de terceiros. E ainda para mais, assim o entenda o técnico, já contaremos com a experiência de Jankauskas. Uma coisa tenho como adquirido: se jogarmos até ao final da época com a vontade e a atitude demonstradas nas duas últimas rondas da liga, bem podem os donos da bola palmar-nos os 6 pontos que a UEFA é nossa na mesma.

Leitura complementar:
-> Zé Pedro e o golo: «Foi uma situação trabalhada durante a semana»
-> Silas destaca importância do triunfo devido ao «caso Meyong»
-> Jorge Jesus: «Dificilmente perdemos um jogo quando marcamos primeiro»