domingo, 21 de setembro de 2008

Mais do mesmo

Os mesmos erros, os mesmos equívocos, as mesmas lesões em catadupa, a mesma ausência de sistema de jogo ou da mais leve ideia do que fazer à bola salvo em iniciativas individuais (dos suspeitos do costume), o mesmo fora de jogo que ajuda a fazer história, o mesmo borrego de sempre. Como novidade, gostei do Alex, que pode claramente ser a chave para nos salvar de desgraças maiores num sector que é um gigantesco erro de casting; e também gostei do Wender, cuja manifesta qualidade não é negligenciável. Admito que com uma equipa mais solta - ou mesmo com esta, quando tivermos maior iniciativa de jogo - Porta pode fazer a diferença.
Uma coisa é certa e não vale a pena passar a vida a bater no ceguinho: a malta andava muito mal habituada mas é este o plantel com que contamos e são estes os craques que temos que apoiar incondicionalmente até ao final da época. E quem é Belenenses "mesmo à séria" - como diz a a minha filha - não tem outra solução.

Hoje houve outra novidade: o Belém acabou o jogo com quatro centrais, quando estava a perder por 2-0 a 15 minutos do apito final. Só isso diz tudo.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

'bora Belém, comam a relva!

Passado que está um interregno de 3 semanas na Liga, facto extraordinário e só possível num país em que todos se estão nas tintas para o futebol (a começar pelos seus responsáveis), podemos esfregar as mãos de contentes: estamos a menos de 24 horas de regressar à competição, ainda para mais contando que a paragem nos possa ter sido benéfica. Com efeito, três semanas de "pré-época" a meio da época são uma sorte dos deuses para qualquer equipa que, até ao momento, não tenha vindo a carburar como seria suposto.
Isto dito e não obstante o período conturbado em que a nau azul vai navegando, rejeito liminarmente qualquer espécie de derrota antecipada. A mentalidade que fez do Belenenses o grande clube que é não conhece tal coisa. E se os atletas souberem disto, certamente que estamos mais perto de matar um borrego que, de tão velho, já é especialmente irritante. Na verdade, e para não ir mais longe, jogam 11 de cada lado (pelo menos enquanto nos deixarem).
Bem sei que se trata de um jogo difícil. Não contando sequer com as tradicionais expulsões e grandes penalidades que nos costumam ser oferecidas no Campo Grande, há um dado verdadeiro que pode desequilibrar contra o Belém: uma defesa nova como é a nossa e onde se têm notado problemas mais ou menos constantes, terá pela frente uma equipa que é especialmente perigosa quando efectua com rapidez as chamadas transições ofensivas.
Descontando esse aspecto e consideradas as esverdeadas "vedetas" que estão no estaleiro, diga-se em abono da verdade que se o nosso quarteto (ou será quinteto?) construtor de jogo estiver em dia sim, a quadrilha defensiva lagarta também não é tão famosa como a pintam os pasquins. E desta vez há Porta; e há Wender... e, obviamente, há uma fé muito nossa e bem azul!

Adenda sem relevância: estivesse eu no lugar de Casemiro Mior e o Belenenses alinhava como segue: Costinha; Mano, Carciano, Alex e... Maykon (ou não, é preciso acompanhar muitos treinos para ter uma ideia precisa sobre esta vaga); Gomez, Cândido, Zé Pedro e Silas; Wender e Porta.

Sorteio da Taça é na 3ª Feira

O sorteio da terceira eliminatória da Taça de Portugal, a primeira a contar com o Belenenses no pote dos sorteados, terá lugar na próxima terça-feira, às 11h30, na sede da Federação Portuguesa de Futebol.

Os jogos realizam-se a 19 de Outubro.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Andebol irregular

A quatro dias do derby com o Sporting (Casal Vistoso, 21/9, 18h) que esperar do desempenho dos nossos andebolistas?
Após um fraco jogo na Madeira, que fez lembrar o jogo da época passada na Maia frente ao Águas Santas, é legítimo acreditar na vitória frente à equipa de José Tomaz? Sabendo da irregularidade habitual da nossa equipa, capaz de alternar o bom com o menos bom, que por sua vez se transcende nos jogos grandes; sabendo igualmente que os adeptos azuis estarão provavelmente em maioria nas bancadas; é de crer que os azuis vão dar tudo para conquistar a vitória.
Espera-se que tudo o que de negativo se viu contra os madeirenses se não repita. Mal defensivamente (nem o habitualmente "duro" Tiago Silva escapou), sem soluções no ataque que não rasgos individuais, o Belenenses foi presa fácil do Madeira SAD. Até Hugo Figueira deve ter feito a sua pior exibição de Cruz de Cristo ao peito. Mesmo falhando dois golos feitos, Nelson Pina foi o melhor; dos jovens, Elledy Semedo deu boas indicações (mas esteve pouco tempo em campo), Ruben Pacheco foi irregular e David Santos (que vem da época passada) mostrou que não sabe só defender, marcando dois golos nos momentos finais.
A nossa equipa é mais forte que aquilo que mostrou na Madeira, espera-se que retorne aos bons resultados e às boas exibições já neste domingo.

domingo, 14 de setembro de 2008

Toalha ao chão?

Casemiro Mior ao Record:
“Está muito difícil. Os sócios estão descontentes porque não ganhamos e têm toda a razão. A direcção não está satisfeita, tal como os jogadores e a equipa técnica. A verdade é que o Belenenses está aquém do esperado.”
Casemiro Mior ao Jogo:
Casemiro Mior não encontrou palavras para classificar a exibição do Belenenses. Com um discurso frustrado, Mior mostrou insatisfação. "Isto já é má sina. Não estamos a conseguir colocar a equipa a jogar. É óbvio que ninguém está satisfeito e estamos todos conscientes que não estamos ao nível de uma primeira Liga", frisou Mior, destacando que as lesões que têm atormentado a equipa estão a prejudicar o entrosamento e que o Sporting, adversário na próxima jornada da Liga, "é o favorito pelo momento que as duas equipas atravessam".
Significam estas palavras e o desânimo que revelam uma espécie de pré-aviso de desistência?

sábado, 13 de setembro de 2008

Vitória suada

Exibição decepcionante do Belenenses esta tarde frente ao Sassoeiros, pela 2ª jornada do Nacional de futsal. Frente a um adversário que mescla jogadores experientes com jovens de bom potencial, os azuis tiveram muita dificuldade em encontrar o caminho do golo, face a um adversário que, passados os primeiros dez minutos, perdeu a inibição e começou a acercar-se da baliza de Marcão.
Beneficiando de erros dos belenenses, os homens da Linha marcam dois golos de rajada a terminar a primeira parte, que chegou ao fim com um inesperado 0-2.
Os homens da casa entram na segunda parte com todo o ímpeto e com um minuto de jogo Diego marca um bonito golo, sem hipóteses parao nosso antigo guarda-redes Carlo. Infelizmente, os azuis nunca conseguiram impor o seu futsal e foi com alguma felicidade que alcançaram o empate (será que o remate de Miguel Almeida entrou?) passados dez minutos do primeiro golo, sendo o ex-benfiquista o autor do golo da vitória, com um magnífico remate em arco.
Até final, muito sofrimento, com o Sassoeiros a carregar e os azuis sem clarividência para tirar partido da situação de Mauro como volante.
Parece-me que Jardel devia ter jogado nesta parte da partida pois é um jogador tranquilo, que segura bem a bola e que raramente desaproveita situações de posse de bola quando o adversário joga com guarda-redes avançado.
Do lado da nossa equipa destaque para Marcão, que impediu mais golos, e para Miguel Almeida, hoje muito mais rematador que há uma semana e decisivo no virar do resultado. No Sassoeiros, que actuou como uma verdadeira equipa, saliência para Ditos, um "calmeirão"de excelente técnica.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Barros Rodrigues vai liderar o Belenenses até às eleições

Notícia A Bola:
Barros Rodrigues vai liderar o Belenenses até às eleições. Gouveia da Veiga, Ricardo Ferreira e Miguel Ferreira são figuras já garantidas.

O Belenenses atravessa mais uma crise na sua história. O presidente da Assembleia Geral, José Manuel Anes, sabe-o como ninguém. Por isso, no próximo dia 26, vai propor aos sócios uma comissão de gestão composta por personalidades de vários quadrantes, que são rostos conhecidos no Restelo e que, pelas suas ideias ou experiência, garantem o consenso entre as várias sensibilidades do clube, essencial para a revitalização do Belenenses.

Barros Rodrigues será o líder da comissão, devendo ficar, igualmente, com a pasta do futebol, já que, outrora, desempenhou essas funções com reconhecido mérito, podendo oferecer a estabilidade de que o plantel azul necessita para atacar esta temporada.

Outros nomes convidados para esta comissão e que, ao que tudo indica, vão aceitar esta missão: Gouveia da Veiga, candidato derrotado nas penúltimas eleições, mas bastante respeitado no Restelo e apontado como próximo presidente do Belenenses; Ricardo Ferreira, candidato ao Conselho Fiscal nas últimas eleições; Miguel Ferreira, antigo administrador da sociedade anónima desportiva belenense no mandato de Cabral Ferreira. A estes elementos deverão juntar-se outras personalidades, ainda a ser contactadas por José Manuel Anes.

Basquetebol jovem



A formação de basquetebol do Belenenses convida todos os sócios e adeptos do clube a trazerem os seus filhos aos treinos. A partir dos 8 anos todos podem descobrir o fascínio que é praticar esta modalidade.
Deixamos, para os interessados, o contacto do responsável pela formação, Bruno Pires: 914193953.

Apareçam.

sábado, 6 de setembro de 2008

Vitória em São Domingos de Rana

Coube ao Belém apadrinhar a estreia do Núcleo Sportinguista de Tires na divisão maior do futsal luso. O pavilhão de São Domingos de Rana quase encheu (adeptos das duas equipas em igual número), com cerca de 400 espectadores a assistir a um jogo com uma primeira parte melhor jogada, com o Belém a entrar em força, marcando 3 golos (Jardel com um remate soberbo, Fábio com um livre marcado com categoria e um auto-golo) em dez minutos, jogando muito bem, com boas combinações que trocaram os olhos ao brioso adversário.
A partir de metade da primeira parte os azuis desaceleraram e o Tires começou a tentar a sua sorte, que veio a conseguir num lance com um ressalto a trair Marcão. 1-3 ao intervalo e o jogo aparentemente não decidido.
Segunda parte pouco conseguida pelo Belém, que quase só trocou a bola, rematando pouco e quase sempre mal. O Tires ainda tentou reduzir mas foi Marcelinho que marcou o nosso único golo na segunda metade da partida. Alípio Matos comprova que prefere controlar as partidas a tentar a goleada; viu-se o ano passado por várias vezes mas os resultados dão-lhe razão. Ainda esta tarde o Instituto D. João V derrotou o Freixieiro no Choradinho, onde no ano passado só o Belém ganhou (e nos penaltis). Seja como for, os adeptos azuis saíram satisfeitos mas com a sensação de que o Belém podia ter feito mais. Mas o campeonato é extremamente longo e há que gerir o plantel.
Numa partida em que ambas as equipas jogaram para o colectivo não há grandes destaques individuais a fazer. Próxima etapa: Restelo, frente ao Sassoeiros.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

O Estado da Nação

I
Ausente que estive, lá por fora e a lutar pela vida, só agora consigo alinhavar duas ou três ideias sobre o actual momento do Belenenses. A primeira é simples e nem preciso de recorrer à minha pena; basta copiar para aqui a incredulidade do Luciano Rodrigues, que subscrevo por inteiro:
O que leva alguém a candidatar-se a Presidente de um dos maiores clubes de futebol nacionais, pedir um empréstimo avultado sem nada explicar aos sócios, dando apenas a sua garantia de que sabia o que estava a fazer, construír um plantel repleto de interrogações e depois saír de repente, deixando o clube sem ninguém ao leme, com responsabilidades enormes perante a banca e com sérias dificuldades desportivas?
II
Isto dito e perguntado (ou por outra, subscrito), acrescente-se que por razões várias a demissão de Fernando Sequeira em nada me surpreende. O que me surpreende ainda é a irresponsabilidade e a ligeireza com que é possível encarar o Belenenses, seja da parte de quem assume o (pesado) encargo para fugir na primeira oportunidade, seja da parte de quem empurra os primeiros para que assumam tarefas que nós, adeptos autênticos, reputamos como nobres e merecedoras de incontido orgulho. Não absolvendo os empurrados, talvez que estes que empurram - sabe-se lá com que motivos, embora se suspeite - tenham uma maior responsabilidade do que aqueles que são empurrados, embora estes vejam também oportunidades de ouro sabe-se lá para quê. Mas um dia ainda se vai saber, olá se vai.

III
Resta dizer que as razões alegadas para a demissão de Fernando Sequeira - os tais insultos e ameaças - tocam a comédia. Não apenas porque pretende que todos sejamos burros e nada saibamos de sociologia das massas (e do futebol), mas sobretudo porque a desculpa vem da parte de alguém que já em Abril se queixava disso em termos muito graves, sem que, ao que se saiba, tenha apresentado qualquer queixa junto das autoridades competentes. Ou seja: muito se agradecia que Fernando Sequeira tivesse a hombridade de esclarecer com honestidade as razões da sua fuga a quantos nele confiaram recentemente - a ponto de lhe passarem um perigoso cheque em branco. E de preferência que o faça já no próximo dia 26 de Setembro, em Assembleia Geral.

IV
Por fim, lamenta-se que o Conselho Geral já tenha tomado em mãos a condução do processo - de um processo que em primeira análise competiria apenas ao presidente da Mesa da AG e aos associados. Por certo que enquanto permitirmos (são os sócios, todos nós, que o permitimos) que vinte ou trinta pretendentes a detentores da verdade clubista possam decidir mais ou menos às escondidas os que ficam e não ficam, os que avançam e os que sossegam, os que falam e os que não servem, não revolucionamos nada e chegamos a lado nenhum. Mas o facto é que perante a tranquilidade dos associados a coisa repete-se, repete-se... e repete-se... e já cansa.

V.
No entretanto, somos cada vez menos a pagar quotas e a dizer "presente!" no Restelo - sem que a proximidade do precipício assuste o douto Conselho. Para ele, as eleições e a apresentação de projectos sustentados para mandatos inteiros (sobretudo se não os controlam) podem esperar, como se o tempo não fosse um problema. Sucede que o Belém não pode esperar muito mais para inverter atempadamente a marcha. Que ao menos disso haja consciência.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Sobre a demissão da direcção

Sem me alongar muito sobre um tema que tem tido muitos análises nas caixas de comentários dos blogues azuis, em especial do deste amigo, deixo algumas notas sobre aquilo que penso a propósito da demissão de Fernando Sequeira da direcção do Belenenses (escusado dizer que estas opiniões não são necessariamente as mesmas das dos meus colegas de blogue):
1) Não votei em Fernando Sequeira. Aproveitando-se do estado de saúde de Cabral Ferreira e do "caso Meyong" certas pessoas na prática promoveram um golpe palaciano conduzindo a eleições antecipadas.
2) Por motivos não muito claros, foi definido que o mandato do futuro presidente seria de apenas um ano.
3) Tal facto desmotivou e desmobilizou potenciais candidatos à excepção do ex-administrador da CGD.
4) FS cedo se incompatibilizou com Jorge Jesus, o que pode ter resultado de falta de tacto por parte daquele como pelo facto de JJ já ter destino traçado e ter aproveitado um pretexto para mais facilmente rumar a Braga.
5) Desde cedo houve rumores de que a direcção de FS tinha interesses imobiliários relacionados com o espaço do nosso complexo desportivo. As declarações de João Neves ao Record reforçam essa ideia, embora no Belenenses seja sempre muito difícil perceber-se quem é que fala a verdade.
6) A construção do plantel de futebol foi um "case study" de impreparação, falta de planeamento - e provavelmente o resultado de interesses inconfessáveis, que passariam por empresários e eventuais pagamentos irregulares: a chegada de quase duas dezenas de brasileiros, desconhecedores do nosso futebol, de qualidade muito variada (mas nunca passando do mediano para um clube que tem aspirações à UEFA) a par da dispensa de jogadores de valor como Amaral, Hugo Leal ou Gonçalo Brandão assim o comprova.
7) O fim da secção de basquetebol é uma decisão grotesca. Se há problema grave nas modalidades ele reside no andebol (e digo-o com muita mágoa pois é modalidade da minha afeição e já em pequeno aprendi a admirar Zé Manel, Espadinha, Hernâni e outros craques); se FS estava empenhado em controlar os desmandos financeiros do clube teria que ter começado pelo andebol; o Belém tem miúdos com valor e se calhar o plantel teria que ser constituído quase em exclusivo por eles; apostava-se no futuro, reduziam-se os custos por um período mínimo de três anos, não se correndo sequer o risco de descida de divisão.
8) O pretexto para a demissão é, como dizem os brasileiros, pífio. Como é que alguém que ambiciona liderar o quarto clube português (em historial e ecletismo, pois noutros aspectos e em resultados desportivos recentes o clube não merece esse título) se pode amedrontar ou vexar pelos insultos de meia dúzia de pessoas? Será que FS não conhece o clube e alguma das suas peculiaridades? E quantos outros presidentes já aguentaram tanto ou pior, no Belém como noutros emblemas?
9) Podendo-se discordar da forma, os protestos dos sócios são legítimos perante uma gestão desportiva desastrosa. A direcção semeou o que colheu: incúria, ignorância, impreparação. Pode haver interesses ocultos (ligados provavelmente a vários elementos do Conselho Geral) na promoção destes protestos e eu serei o primeiro a condenar as manobras dessa espécie de sociedade secreta belenense. Da mesma forma que na sexta-feira aplaudi os nossos jogadores, muitos deles fracotes, pois fizeram o que sabem e deram o litro até ao último minuto (conseguindo minorar os estragos) compreendi a indignação de muitos sócios no final do jogo. (Já quanto aos que aplaudiram o segundo golo de William sugeriria que o sr. Fiúza ou o sr. Valentim lhes atribuíssem emblemas de sócios de mérito dos respectivos clubes.)
10) Mais uma vez o clube encontra-se numa encruzilhada: romper com práticas viciadas ou persisitir na paz podre e na instabilidade constante. Romper não significa apostar tudo no futebol e atacar o ecletismo: significa gestão de rigor em todas as fentes (em termos financeiros e desportivos), criação de condições para a prática desportiva, modernização da comunicação e promoção de imagem do clube, políticas de angariação de sócios eficientes e duradouras. Se calhar dois anos não é tempo suficiente para conseguir tudo isso, sabendo-se das guerras que qualquer direcção determinada vai "ganhar". É uma questão também a merecer reflexão por todos os que amam o Belenenses e que acreditam que o clube pode voltar a ser grande.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Assim, não!

Pela informação que está disponível (aqui e aqui), no próximo sábado dia 6 disputar-se-ão às 18.00 horas o nosso primeiro jogo do Nacional de Futsal... e o primeiro jogo em casa da Liga de Andebol. Isso mesmo: os dois jogos à mesma hora. Tendo o Belém legítimas aspirações nas duas competições, sendo ambas as modalidadees acarinhadas pelos adeptos, com médias de espectadores raramente inferiores a 500, como é que é possível que não se trate de não fazer coincidir as horas das duas partidas?
Muitos adeptos sentir-se-ão divididos e com dificuldades em decidir a que jogo assistir; mas sobretudo ficarão furiosos por não poder assistir aos dois encontros. Muitos ficar-se-ão pelo andebol, por ser um jogo em casa, mais apelativo do que uma deslocação a São Domingos de Rana. E a Fúria? Dividir-se-á ao meio?
Haja paciência...

Golos são golos... e vão dois

Entrosamento, confiança. O que falta à nossa equipa, não tenho dúvidas, nem agora, nem há umas boas semanas atrás as tinha, quando tive oportunidade de fazer a cobertura do início de estágio no Algarve. Em minha modesta opinião, dificilmente poderíamos esperar outra coisa e também é verdade que já noutras épocas o início não foi promissor.
No entanto, talvez agora me possa dirigir nestes termos com menos optimismo "cego" e mais certeza. Agora, que chegam reforços e estou certo que o Belenenses irá ganhar "goal power".

Por golos... já tivémos dois, o do Zé Pedro de belíssimo efeito. Eles aqui estão, cortesia da TVGolo - para rever, recordar... repetir em campo!



domingo, 31 de agosto de 2008

Belém Até Morrer

Há dias em que eu dou graças a Deus pelos poucos comentários que por aqui se deixam e este é um deles. Na verdade, é com muita tristeza que vejo o encerramento do Belém Até Morrer, um espaço verdadeiramente de referência onde o Alcides dava cartas - e de borla! - pela (ausência de) "comunicação empresarial" do Belenenses. Alguém não tinha visto o treino de conjunto? Visitava o Belém Até Morrer; queria (re)ver aquele golo do futsal? A solução era simples: Belém Até Morrer. O resumo do andebol? Belém Até Morrer; A conferência de imprensa de antevisão do jogo? Belém Até Morrer...
No fundo, o Alcides disponibilizava gratuitamente parte daquilo que todos os clubes do mundo minimamente organizados disponibilizam a pagar. Uma espécie de "conteúdos premium", pelos quais obviamente é suposto as pessoas pagarem, conforme tive oportunidade de lhe dizer por mais do que uma vez. A partir de hoje, parece que o Alcides fechou a loja. Isto é mais grave do que parece: revela que os Belenenses com letra grande que faziam da blogosfera azul um local interessante - o nosso amigo Miguel Amaral era outro exemplo - começam a revelar cansaço. Cansaço das tricas, das quintinhas, dos interesses, do diz que disse que por vezes chega a ser nojento. Mas revela também que os Belenenses com letra grande são gente bem formada na qual nos podemos rever. E revela também outra coisa: que a absoluta inépcia do clube em termos de comunicação será cada vez mais evidente.
Daqui, deste cantinho que felizmente quase não tem comentários, deixo ao Alcides - que também já tinha provado as suas qualidades no "merchandising" - um grande abraço e um ainda maior obrigado. Que a Direcção tenha os necessários dois dedinhos de testa para aproveitar o que salta aos olhos de qualquer pessoa normal.

Como eu quero crer que o Alcides pertence à categoria daqueles que não conseguem ficar parados, livrando-se do bichinho azul, olha, meu caro... arranca com um site não oficial!

Educação para a cidadania

Resultados práticos de um sábado à tarde passado em casa com a descendência! Ainda não desistimos de montar o Estádio do Restelo - assim existam peças suficientes...

sábado, 30 de agosto de 2008

Este não engana


Lisboa, 30 Ago (Lusa) 20:49 - O Belenenses assegurou hoje a contratação do futebolista brasileiro Wender, que vai ficar ligado ao clube do Restelo até final da temporada, disse à Agência Lusa uma fonte da SAD.

Lisboa, 30 Ago (Lusa) - O Belenenses assegurou hoje a contratação do futebolista brasileiro Wender, que vai ficar ligado ao clube do Restelo até final da temporada, disse à Agência Lusa uma fonte da SAD.

Wender, avançado de 33 anos, viaja para Lisboa domingo, mas apenas será apresentado pela SAD do Belenenses segunda-feira, último dia reservado para inscrições de jogadores nos campeonatos profissionais de futebol.
Acrescento eu que Wender, não obstante a idade, é um excelente reforço e não só não engana como ainda vai marcar em Alvalade. Vai uma aposta?

Paços pouco seguros

Está difícil entrar no Restelo; na verdade, lá se repetiu o filme da Taça da Liga, com os sócios à espera que fosse possível entrar no recinto a menos de uma hora do início do jogo. Não sei se desta vez faltava a PSP ou a Prosegur mas lá que faltava alguém, faltava. O que não faltava eram sócios barrados no acesso junto aos cobradores. A quem de direito: já há pouca gente a ir ao futebol no Restelo, não é preciso lutar muito para que ainda sejam menos. As pessoas trabalham todo o dia, saem tarde do escritório, estão cansadas e vão directas ao Restelo com o intuito de comer uma bifana, junto dos seus consócios, à hora a que deviam estar a jantar. Chegam lá e batem com o nariz na porta, tendo que ficar um quarto de hora de pé, à espera. Ora porra, não compliquem o que é simples.
Quanto ao jogo, tenho pouco a dizer. Não me apetece, sofro muito com as nuvens negras quando elas pairam sobre (o) Belém. O Belenenses fez na 1ª parte os melhores 45 minutos que já lhe vi fazer esta época - e levo quatro jogos. Não foi brilhante mas foi certinho, mostrou vontade e um meio campo que pode fazer uma temporada satisfatória. Ainda se provou o evidente: quando Silas e Zé Pedro jogam, o Belenenses cresce e cria problemas sérios ao adversário.
Já a 2ª parte é um pesadelo. O Paços toma conta do jogo e as coisas podiam ter corrido bem pior. Tenho para mim, como sempre defendo, que qualquer pessoa sabe que as equipas se começam a construir de trás para a frente, a partir da defesa. Aparentemente, esta regra básica escapou a quem montou esta equipa e o resultado é que, com a excepção de Baiano - e admito que de China - a defesa azul é uma tragédia. Esperemos que a dupla Carciano / Alex possa vir a ser a solução de futuro.
Para o ataque existe agora a opção Porta, uruguaio proveniente do Siena e que registou números muito interessantes na liga do Uruguai. Que venha também o Wender e que assim seja possível olhar para a frente com algum optimismo.
De resto, espero enganar-me mas creio que a temporada nos reserva grandes dores de cabeça. Em todo o caso e independentemente dos estados de alma de cada um, só há uma solução daqui em diante: dizermos presente no apoio a estes jogadores - que são os nossos jogadores, os jogadores do nosso Belenenses!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Apresentação do futsal aos sócios

Ontem à noite foi apresentado aos sócios o plantel e a equipa técnica para a nova época de futsal. Foram chamados um a um todos os elementos, numa cerimónia simples e simpática. Apadrinhou a apresentação a equipa do Instituto D. João V, com quem disputámos na época passada um renhido playoff nos quartos de final.
Em relação ao jogo, vitória relativamente fácil por 5-0. Primeira parte jogada de forma lenta, resultando num espectáculo maçador e sem atractivos. Foi Drula que, já perto do intervalo, em iniciativa individual, aqueceu as bancadas (cerca de 300 espectadores). Logo de seguida, excelente jogada de Marcelinho, que passa para Fábio e Miguel Almeida amplia.
Foi muito melhor a segunda parte, mais rápida e com menos erros de passe por parte da nossa equipa. Ainda assim foi uma iniciativa de Paulinho, com uma troca de velocidade que baralhou a defesa pombalina, que trouxe o 3-0. Com a lesão do único guarda-redes que os visitantes trouxeram, o Instituto passou a jogar com volante, oportunidade que os azuis não desperdiçaram para ampliar a contagem: 4-0 por Diego (excelente jogada de Marcelinho) e 5-0 por Marcelinho, no último segundo.
Perante um adversário que pareceu mais fraco que nas épocas anteriores (notou-se a falta de João Castro na organização de jogo e na coesão defensiva), os azuis mostraram argumentos para lutar pelo título. Entre as caras novas, Fábio Aguiar foi o jogador mais em evidência, tendo Renato mostrado qualidades mas tendo ficado aquém das expectativas em torno do seu desempenho. Miguel Almeida esteve bastante activo e o jovem Tuy entrou muito bem no jogo, jogando de forma desinibida - está aqui um jogador com grande potencial de crescimento.
De entre os que transitam da época passada, destaque para Marco, que esteve na baliza toda a primeira parte e não comprometeu, e para Marcelinho, sem dúvida o mais inconformado, mostrando pormenores extraordinários só ao alcance de um jogador de grande categoria.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Moisés de Andrade, 1948-2008

O nosso ex-treinador de futebol Moisés de Andrade, o Xerife, faleceu ontem. Apesar de não ter impedido a descida de divisão em 1991 e de não ter podido dar continuidade à tentativa de regresso no ano seguinte (substituído por Abel Braga logo no início do campeonato), Moisés era querido dos adeptos do Belenenses, pela seriedade com que trabalhava.
Na retina de muitos ficou a sua arrojada decisão de atribuir a titularidade num jogo nas Antas a Pedro (Espinha), em lugar do consagrado Mihailov. O nosso clube, quase despromovido, empatou então 0-0, num jogo inesquecível.
O Globo Esporte publicou uma nota evocativa do jogador que fez história no Corinthians, clube que também homenageia o seu ex-jogador.
Que descanse em paz.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Muito trabalho pela frente

Parece-me que há dois caminhos para analisar o jogo do Dragão: quem viu o Belenenses actuar pela primeira vez esta época e vinha lendo críticas severas às exibições anteriores, admito que seja levado a achar que a equipa até não se portou mal de todo. Já quem assistiu às anteriores partidas creio que tem forçosamente que levar em linha de conta que os problemas que vinham sendo maioritariamente apontados se mantêm no essencial.
Desde logo no ataque: aos 35 segundos Marcelo conseguiu cabecear por cima e falhar um golo feito, desses que quando facturados valem pontos. Foi apenas o início de uma actuação sem dúvida esforçada mas muito inconsequente. Mais tarde, João Paulo voltou a deixar muitas dúvidas quanto à utilidade da substituição. Quanto ao sector mais ofensivo da equipa, não vale a pena insistir muito mais: a bola é redonda e à semelhança de anos anteriores não é impossível que algum dos nossos actuais avançados venha a revelar daqui a uns meses um aguçado sentido de baliza (Marcelo até pode ser esse homem) mas, para já, manda o bom senso que se contrate rapidamente um ponta de lança desses que não enganam mesmo.
Curiosamente - e apesar da exibição do Belém não me ter convencido -, até verifico com agrado que Casemiro Mior colocou em prática duas das minhas "reivindicações": tentou surpreender o FC Porto utilizando um esquema que manifestamente Jesualdo Ferreira não esperava e, pelo caminho, avançou Cândido Costa para algo mais próximo do seu lugar natural. E naturalmente, não tendo estado brilhante, o rendimento de Cândido está muito mais perto daquilo que pode ser útil à equipa. Aliás, não creio que seja pelo meio-campo que o Belenenses possa falhar uma boa época: Gomez, Cândido, Zé Pedro, Silas, Maykon, Mano, Sérgio Organista e Vinicius são hipóteses mais do que suficientes para desequilibrar no centro do terreno - assim não se invente. E hoje pareceu-me que se inventou um nadinha - Gomez só pode estar lesionado e a colocação de Rodrigo Arroz a trinco é um infeliz erro de casting...
De resto, com toda a certeza que o erro é meu mas, confesso, não percebi que raio de esquema táctico vertemos para o terreno. Aquilo era um 4-3-3? Às vezes parecia. Seria outra coisa qualquer? Não é que seja muito relevante que eu entenda mas, ao invés, já me parece de utilidade que os craques percebam. E Zé Pedro e Silas (pelo menos) manifestamente estavam noutro comprimento de onda, sem saber exactamente qual a sua missão no terreno. Zé Pedro tinha que fechar do lado esquerdo, formando um primeiro trio intermédio com Arroz(?!) e Cândido? E Silas, era segundo ponta de lança? Como podia "criar" se estava tão longe da zona de organização? Enfim, qualquer destas possibilidades é naturalmente válida, dentro dos princípios de jogo defendidos pela equipa técnica, desde que os jogadores entendam o que lhes é pedido (e sejam capazes de o colocar em acção) - e esse é um dos grandes problemas que venho apontando a este Belenenses em versão início de época. A coisa agrava-se na medida em que, sem isto, não há automatismos nem transições ensaiadas capazes de colocar bons executantes a jogar à bola e prolongam-se experiências em pontos que, por esta altura, deviam estar resolvidos (pelo menos teoricamente, riscando hipóteses não válidas).
E vamos por fim à defesa, que é aquela linha por onde se começam a construir as grandes equipas: avançando Cândido Costa, é natural a opção por Baiano. Mano pode fazer o lugar mas o lateral brasileiro não comprometeu, foi auxiliado pelo seu companheiro de faixa e parece ter uma agradável apetência por avançar no terreno. Na ala oposta, China dispensa apresentações e, apesar de ser infeliz no 1º golo portista, garante uma época sem problemas de maior. No centro é que a coisa se complica: creio que Carciano é, de muito longe, o melhor dos centrais. Infelizmente não poderemos contar com ele no importante jogo frente ao Paços de Ferreira, fruto de uma expulsão resultante de um lance altamente duvidoso mas no qual, apesar de tudo, dou o benefício da dúvida a Artur Soares Dias. Seja como for, estando disponível e sabendo controlar os cartões, Carciano é aposta firme. Já a companhia tem que se lhe diga, mas talvez Alex venha a ser, de futuro, a primeira opção. De resto, subsistem questões por responder quando pensamos nas ideias que Mior já terá assentes para o que pretende da equipa: quando Vanderlei tinha sido o escolhido na semana passada, porquê a aposta de hoje em Matheus?
Enfim, procurando alguma objectividade que não elimine o que de positivo de viu ontem - o Belenenses poderia ter marcado no Dragão em quatro ocasiões sem que isso constituísse qualquer escândalo -, convém não perder de vista que nos apareceu pela frente um FC Porto sem grande chama e que cedo percebeu que poderia jogar a passo, tudo isto num jogo em que habitualmente os nossos correm mais do que noutras ocasiões posto que falamos dos tais jogos em que não é preciso motivar os craques.

Assim chegamos à doutrina dos "5 dias": faltam 5 dias para que encerre o mercado - e é minha convicção que temos que lá ir; e faltam os mesmos 5 dias para a recepção ao Paços de Ferreira, também ele com 0 pontos (com a agravante de terem sido "feitos" em casa), jogo em que uma vitória será da maior importância visto que, além de poderem servir para afastar fantasmas, darão à equipa uma confiança importantíssima - tantas são as críticas que se vão ouvindo um pouco por todo o lado. Na próxima 6ª feira, temos que ir todos ao Restelo! E não é para participar de um velório, é para apoiar - para que de facto se sinta lá na relva o auxílio do 12º jogador.