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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

6-2-3-1

Comunicado da SAD do Belenenses:
O Belenenses reitera o repúdio em relação à arbitragem do jogo de sábado, com o Nacional, sentindo-se altamente penalizado com as decisões do árbitro Rui Costa, de resto, como a Comunicação Social em peso fez eco.
Um golo mal anulado, uma falta para livre directo à entrada da área adversária ignorada e, na sequência deste lance, uma mão clara que origina o terceiro golo do Nacional são erros a mais para poderem ser ignorados, até porque têm, obviamente, influência directa no resultado.
O Belenenses vai pedir uma reunião com a Comissão de Arbitragem e espera ser recebido já esta semana por Vítor Pereira, para lhe dar conta do enorme desagrado de como tem vindo a ser tratado e prejudicado em matéria de abitragem.
A presença de vários associados no aeroporo, na madrugada de domingo, serviu inclusive para dar mais força a esta tomada de posição, na sequência das palavras de conforto e estímulo que então foram dirigidas a jogadores, técnicos e dirigentes.
A SAD anda meiga... podia ter acrescentado, pelo menos e para não ir mais longe, um vermelho directo que ficou por mostrar a Mateus por entrada que em qualquer campeonato europeu civilizado significa agressão (como aliás creio que o Record registou e bem).
Registado mais um gamanço despudorado da arbitragem - seria interessante ouvir o aldrabão do Vítor Pereira sobre as acusações de João Barbosa no final da partida da Choupana -, importa registar que Jaime Pacheco tem de momento (e descontando os homens do apito contra os quais a verdade desportiva nada pode nos dias que correm), dois problemas sérios para resolver: o Belenenses tem que deixar de oferecer meio tempo ao adversário - são jogos a mais a sofrer 45 minutos sem necessidade -, e, não menos importante, o mister - resolvido que ameaça estar o problema dos golos marcados - tem que encontrar uma solução para os golos sofridos (admito que apenas em Janeiro), visto que a defesa é tudo menos sólida e já são jogos a mais a actuar apenas com lateral-direito (e adaptado). Amaral, Devic e Gonçalo Brandão davam jeito? Pois é(ra), sr. Sequeira...
Fica uma palavra de apreço para a maior parte dos nossos profissionais e também para Jaime Pacheco que teve a coragem de herdar um plantel inacreditável mas com o qual já teria dado a volta por cima não fossem as aldrabices que vão matando o futebol português - mais 5 pontos pelo menos, sendo meigo para a quadrilha do sr. Pereira. Eles sim, são homens dignos da sua profissão. É ao seu lado que estaremos face às finais que se aproximam a passo largo. Haja juízo em Janeiro e vamos fazer uma segunda volta muito competente, podem escrever!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

De bestiais a bestas

São muito tipicamente portuguesas boa parte das reacções que se observam no rescaldo do desafio do Bonfim, um pouco na linha da célebre passagem "de bestiais a bestas". Permitam-me que não vá por aí: nem a equipa era fantástica após a vitória frente à Académica, nem passou a ser a absoluta miséria que se pretende fazer crer após a derrota de Setúbal. Como aqui tenho referido com regularidade - não levem a mal que puxe os galões quando me parece ser caso disso -, o Belenenses em versão 2008/09 dispõe de um plantel desequilibrado, com lacunas várias e espantosamente mal reforçado (mesmo quando a propaganda só via vedetas onde o bom senso observava cepos). Espera-nos por isso uma época difícil, que será muito provavelmente de sofrimento e em que o apoio dos adeptos pode desempenhar papel importantíssimo - conforme ocorreu na recepção à Briosa.
Isto dito, ocorre-me considerar que o flash-interview de Jaime Pacheco diz tudo sobre o jogo: oferecemos 45 minutos ao adversário, o que é de todo inadmissível, e quando quisemos correr atrás do prejuízo - metendo a carne toda no assador como diria o Quinito -, já o prestimoso trio de arbitragem havia visto uma batalha campal que terá motivado a amostragem do amarelo a todo o nosso bloco defensivo, condicionando-lhe claramente a actuação.
Em resumo, parece-me que se a primeira parte é pouco mais do que miserável já na segunda o Belém mostrou que poderia sem grande dificuldade (mas com 90 minutos de luta), ter saído com pontos da cidade do Sado. Pontos que, espera-se - tanto mais que este ano todos eles são imprescindíceis -, poderão ser conquistados em casa já no próximo sábado, numa recepção ao Marítimo que será muito mais complicada do que pode parecer à primeira vista mas em cujo êxito eu acredito piamente - e com Pacheco até acredito a dobrar.
Termino tocando "no ponto", o tal da falta de atitude mencionada (e bem) pelo técnico e que de imediato encontrou forte eco na cada vez mais na moda crucificação de Silas e Zé Pedro - mal comparando, um pouco na linha do que sucedia no ano passado em Barcelona com Samuel Eto'o (com os resultados que aliás se conhecem), passando ao lado das críticas alguns endeusados recentes que, a bem dizer, até já nos devem alguns pontos. Não espanta que seja assim num emblema habituado a dar tiros nos pés; mas já espanta, apesar de tudo, que boa parte dos adeptos pareça não querer entender que há jogadores que, bons ou maus (e no caso até são bons), são de momento símbolos do clube - aqueles que apesar de tudo são capazes de captar a atenção dos nossos adeptos mais pequenos, sem os quais o clube morrerá um desses dias por falta de quórum. Nesse dia, a que esperamos não assistir, podem crer que vamos ter muitas saudades do Silas e do Zé Pedro.
E agora adiante, que no sábado há três pontos para conquistar.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Apontamentos breves de (mais) uma segunda à noite

I
Aí estão os três pontos! De uma assentada, o Belenenses descola de Trofense e Paços, colando-se ao patamar imediatamente seguinte, onde apanha Rio Ave e Vitória de Setúbal. Há dias assim, que dão ampla razão à antevisão da partida feita por Jaime Pacheco: o importante era ganhar ou, em alternativa, vencer - independentemente de praticar ou não bom futebol, feito que na noite de segunda-feira era matéria (quase) irrelevante. Na situação em que Mior e Sequeira colocaram o nosso futebol, os olés podem bem ficar para depois. Por agora, o importante são os pontos e alguma tranquilidade capaz de libertar o talento existente. Prova superada.

II.
Desde que o novo técnico demandou o Restelo - e se considerarmos que os jogos da Taça de Portugal têm também um tempo regulamentar de 90 minutos -, Jaime Pacheco e o Prof. António Natal não conhecem ainda o sabor amargo da derrota. E não bastando, a equipa começou a marcar golos. Pegando no título celebrizado por Acácio Rosa, isto são factos, nomes e números. O resto é conversa fiada.

III
Pedro Henriques, elevado pela imprensa desportiva dos estarolas à categoria de extraordinário árbitro da Pátria, roubou (mais uma vez!) o Belenenses com a prestimosa ajuda de dois auxiliares miseráveis - qual deles o pior...
Da próxima vez que jornalistas e paineleiros televisivos perderem horas a discutir as razões da ausência da criatura dos grandes palcos internacionais, não precisam de se dar ao trabalho. Basta perguntarem no Restelo.
A este respeito, existe leitura complementar recomendada.

IV



Terminemos, por hoje, com o extraordinário fenómeno das assistências no Restelo: cheguei de Belém com a alma cheia, muito por culpa do público presente na "outra bancada". Falamos de uma segunda-feira ao início da noite, com trânsito tramado no centro da cidade e jogo transmitido pela televisão - os factos habitualmente apontados para o pouco público que por norma se desloca ao Restelo. Sucede que apesar de tudo isso, o estádio estava (muito) bem composto e o apoio à equipa foi evidentemente mais eficaz - aqueles "Belém - Belém" de bancada a bancada são, não o duvidem, bem sentidos dentro de campo. Pelo que devemos considerar que andou (mais uma vez) bem a Comissão de Gestão ao levar a cabo política de portas abertas; como andou igualmente bem na promoção do desafio, fosse na imprensa gratuita, fosse no Bingo (actividade que me pareceu ter sido um sucesso). A verdade é que o público correspondeu, até com crianças, apesar da segunda-feira à noite e da transmissão televisiva. Sobra o quê para justificar a (diferença de) adesão? O (habitual) preço dos bilhetes? Fica a pergunta, num assunto a merecer desenvolvimento em próximas reflexões - e, sobretudo, a merecer análise detalhadíssima por parte dos responsáveis do clube.
Para já, fica uma pergunta: o que é feito in loco naquela bancada para garantir que aqueles belenenses regressem ao Restelo daqui por quinze dias? E que o façam, de preferência, como associados?

domingo, 2 de novembro de 2008

Quem é que disse que a máfia estava na Sicília?

Quatro dias depois de se observar no estádio do Gil Vicente uma faixa inacreditável que tem merecido absoluto encolher de ombros da Liga e dos seus responsáveis (por certo gente honestíssima, a avaliar pelo estado de prontidão com que actuaram no Caso Meyong), o Belenenses foi hoje à Reboleira defrontar uma equipa que se inscreveu nessa mesma Liga (vá lá saber-se como e com que papelada...), para tomar contacto com uma nova promessa da arbitragem portuguesa: Marco Ferreira, apitador da Pérola do Atlântico - assim se chamava a encomenda, posto que só podia mesmo vir encomendada...
Como é amplamente reconhecido por TODA a imprensa presente na Amadora, o homem (e os bandeirinhas, fruto da mesma colheita), roubou a bom roubar e se mais não roubou foi apenas por já não saber como o fazer: a expulsão de Wender por falta (?) cometida por China nas barbas do fiscal de linha e com o chefe do gangue bem colocado, é apenas a prova provada de que não é de todo possível acreditar na inocência destas quadrilhas.
Quanto ao futebol em si - que qualquer pessoa minimamente bem formada não tem deste modo gosto algum em comentar -, o Belenenses soma mais um ponto e continua sem perder no consulado de Jaime Pacheco. Na próxima jornada, recebendo a Académica, temos uma excelente ocasião de somar a primeira vitória no campeonato invertendo assim de modo decisivo o rumo que marcou o início da época. Assim não nos apareça pela frente, claro está, o Marco Ferreira ou outro bandido que se lhe equivalha.

No entretanto, João Barbosa reagiu ao roubo desta tarde e fê-lo de forma clara, o que se aplaude. Já o dr. Hermínio - também ele Loureiro - tem muito que explicar: é a velha história da mulher de César...

domingo, 26 de outubro de 2008

Outra equipa

Chegado do Restelo, gostei do que vi. Na verdade, descontada a significativa dose de infelicidade que nos acompanhou ao longo dos 90 minutos, observámos uma equipa como que transfigurada em relação à "era Mior", a mostrar que em cerca de 15 dias de trabalho, se não é possível fazer milagres, é pelo menos possível alterar os quadros psicológicos, injectar confiança e determinação q.b., reconquistar empatia entre adeptos e grupo de trabalho e instituir alguma organização colectiva. Ora, quero acreditar que é com base nestes (aparentemente) pequenos aspectos que poderemos começar a encarar o resto da época com alguma confiança sem, naturalmente, deixar de ter os pés na terra - porque este plantel tem lacunas graves e Jaime Pacheco terá muito trabalho pela frente.
De qualquer modo e como deixei expresso no lançamento da partida, não creio que este ponto seja negativo. Obviamente que, visto o jogo, ficou claro que teria sido possível algo mais mas, de igual modo e após o 0-1, também se tornou evidente que o mais importante - atendendo aos factores anímicos e à tremideira classificativa - era mesmo não perder.
Olhando a parte técnica, a qualidade de Jaime Pacheco não me surpreendeu como imaginarão aqueles que se dão à maçada de ler regularmente este espaço: não distribuímos fruta durante 90 minutos (Pacheco tem muito mais fama do que proveito), as substituições foram feitas com lógica e a tempo e horas - esqueçam aqueles números de mexer na equipa a 10 minutos do fim - mostrando capacidade de, como diria mister Jesus, "ler o jogo", e não menos relevante, o novo técnico mostrou ser capaz de surpreender e adaptar o modelo às disponibilidades, ao optar de início por algo próximo de um 4-2-3-1 com Sérgio Organista numa posição próxima de Gomez.
Recapitulando, no conjunto gostei do que me foi dado ver e volto do Restelo mais animado quanto àquilo que podemos fazer nos tempos mais próximos. E como um bem nunca vem só, saúda-se a (re)disponibilização de dois bares de apoio à nossa bancada, facto aparentemente simples mas que facilita muito a vida a quem quer comer ou beber qualquer coisa antes ou no intervalo do jogo. Ainda para mais, no "renovado" Bar do Rugby, foi ontem possível parabenizar os nossos craques da bola oval pela espectacular vitória obtida, em condições tremendas, na Tapada da Ajuda.
Nota negativa, apenas, a do pouco público presente - embora o que picou o ponto se tenha mostrado sempre fiel no apoio à equipa (e parabéns aos adeptos do Guimarães que mais uma vez mostraram no Restelo estar, em qualidade, a anos-luz de avanço de tantos outros). Mas dizia eu: andou bem a Comissão de Gestão com uma série de iniciativas que mereciam outra resposta por parte da nossa gente. Esteve mais público no Restelo, é certo, mas mesmo assim muito aquém daquilo que se justificava num sábado à tarde, a horas decentes, com tempo convidativo. Como que a fazer lembrar o que já todos sabemos: embora sejam evidentemente de manter estas medidas conjunturais, o defeito é estrutural e é nesse quadro que deve ser atacado. De qualquer modo, também aqui, é importante encerrar a prosa com ventos de alguma esperança: para início, não está mal.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Uma boa solução

domingo, 21 de setembro de 2008

Mais do mesmo

Os mesmos erros, os mesmos equívocos, as mesmas lesões em catadupa, a mesma ausência de sistema de jogo ou da mais leve ideia do que fazer à bola salvo em iniciativas individuais (dos suspeitos do costume), o mesmo fora de jogo que ajuda a fazer história, o mesmo borrego de sempre. Como novidade, gostei do Alex, que pode claramente ser a chave para nos salvar de desgraças maiores num sector que é um gigantesco erro de casting; e também gostei do Wender, cuja manifesta qualidade não é negligenciável. Admito que com uma equipa mais solta - ou mesmo com esta, quando tivermos maior iniciativa de jogo - Porta pode fazer a diferença.
Uma coisa é certa e não vale a pena passar a vida a bater no ceguinho: a malta andava muito mal habituada mas é este o plantel com que contamos e são estes os craques que temos que apoiar incondicionalmente até ao final da época. E quem é Belenenses "mesmo à séria" - como diz a a minha filha - não tem outra solução.

Hoje houve outra novidade: o Belém acabou o jogo com quatro centrais, quando estava a perder por 2-0 a 15 minutos do apito final. Só isso diz tudo.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

'bora Belém, comam a relva!

Passado que está um interregno de 3 semanas na Liga, facto extraordinário e só possível num país em que todos se estão nas tintas para o futebol (a começar pelos seus responsáveis), podemos esfregar as mãos de contentes: estamos a menos de 24 horas de regressar à competição, ainda para mais contando que a paragem nos possa ter sido benéfica. Com efeito, três semanas de "pré-época" a meio da época são uma sorte dos deuses para qualquer equipa que, até ao momento, não tenha vindo a carburar como seria suposto.
Isto dito e não obstante o período conturbado em que a nau azul vai navegando, rejeito liminarmente qualquer espécie de derrota antecipada. A mentalidade que fez do Belenenses o grande clube que é não conhece tal coisa. E se os atletas souberem disto, certamente que estamos mais perto de matar um borrego que, de tão velho, já é especialmente irritante. Na verdade, e para não ir mais longe, jogam 11 de cada lado (pelo menos enquanto nos deixarem).
Bem sei que se trata de um jogo difícil. Não contando sequer com as tradicionais expulsões e grandes penalidades que nos costumam ser oferecidas no Campo Grande, há um dado verdadeiro que pode desequilibrar contra o Belém: uma defesa nova como é a nossa e onde se têm notado problemas mais ou menos constantes, terá pela frente uma equipa que é especialmente perigosa quando efectua com rapidez as chamadas transições ofensivas.
Descontando esse aspecto e consideradas as esverdeadas "vedetas" que estão no estaleiro, diga-se em abono da verdade que se o nosso quarteto (ou será quinteto?) construtor de jogo estiver em dia sim, a quadrilha defensiva lagarta também não é tão famosa como a pintam os pasquins. E desta vez há Porta; e há Wender... e, obviamente, há uma fé muito nossa e bem azul!

Adenda sem relevância: estivesse eu no lugar de Casemiro Mior e o Belenenses alinhava como segue: Costinha; Mano, Carciano, Alex e... Maykon (ou não, é preciso acompanhar muitos treinos para ter uma ideia precisa sobre esta vaga); Gomez, Cândido, Zé Pedro e Silas; Wender e Porta.

domingo, 14 de setembro de 2008

Toalha ao chão?

Casemiro Mior ao Record:
“Está muito difícil. Os sócios estão descontentes porque não ganhamos e têm toda a razão. A direcção não está satisfeita, tal como os jogadores e a equipa técnica. A verdade é que o Belenenses está aquém do esperado.”
Casemiro Mior ao Jogo:
Casemiro Mior não encontrou palavras para classificar a exibição do Belenenses. Com um discurso frustrado, Mior mostrou insatisfação. "Isto já é má sina. Não estamos a conseguir colocar a equipa a jogar. É óbvio que ninguém está satisfeito e estamos todos conscientes que não estamos ao nível de uma primeira Liga", frisou Mior, destacando que as lesões que têm atormentado a equipa estão a prejudicar o entrosamento e que o Sporting, adversário na próxima jornada da Liga, "é o favorito pelo momento que as duas equipas atravessam".
Significam estas palavras e o desânimo que revelam uma espécie de pré-aviso de desistência?

sábado, 30 de agosto de 2008

Este não engana


Lisboa, 30 Ago (Lusa) 20:49 - O Belenenses assegurou hoje a contratação do futebolista brasileiro Wender, que vai ficar ligado ao clube do Restelo até final da temporada, disse à Agência Lusa uma fonte da SAD.

Lisboa, 30 Ago (Lusa) - O Belenenses assegurou hoje a contratação do futebolista brasileiro Wender, que vai ficar ligado ao clube do Restelo até final da temporada, disse à Agência Lusa uma fonte da SAD.

Wender, avançado de 33 anos, viaja para Lisboa domingo, mas apenas será apresentado pela SAD do Belenenses segunda-feira, último dia reservado para inscrições de jogadores nos campeonatos profissionais de futebol.
Acrescento eu que Wender, não obstante a idade, é um excelente reforço e não só não engana como ainda vai marcar em Alvalade. Vai uma aposta?

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Expectativas e inquietações

O encontro de futebol para a Taça da Liga, no próximo domingo, contra o Sporting da Covilhã, mais do que o primeiro jogo da época, assume uma relevância grande face à bisonha pré-época que a equipa de Casimiro Mior proporcionou.
Tal como na época passada, contrataram-se brasileiros em barda, de qualidade muito variável, sendo que alguns deles de valia inferior a alguns rapazes formados nas nossas escolas. Se já ninguém se lembra de um Weverson, por exemplo, quem recordará daqui a um ano um Negão ou um Vanderlei?
Oxalá esteja errado mas parece que há interesses em torno do clube que não se prendem de todo com a competitividade e categoria que os adeptos esperam de uma equipa.
Frente a um recém-promovido à Liga de Honra, desejoso de mostrar figura a um treinador que chegou com a pré-época já iniciada, e tendo também em conta o modelo da Taça da Liga - das coisas mais estúpidas que já me foi dado ver - e, finalmente, com a crescente inquietação dos adeptos azuis, o encontro de domingo é fundamental para começar bem uma época para a qual os objectivos são ambiciosos.
Os belenenses estão desejosos de aplaudir uma boa exibição; se isso não suceder, espera-se que ao menos os jogadores dêem tudo o que têm para dignificar o emblema da Cruz de Cristo.
Flávio Santos

sábado, 9 de agosto de 2008

Impressões de uma tarde no Restelo

Antecipando propositadamente o regresso de férias num dia para assistir à apresentação do Belenenses em versão 2008/09 - quem teve a ideia de marcar este jogo para um sábado de Agosto pelas 17h00 é um génio da psicologia de massas...! - , lá me apresentei no nosso Estádio do Restelo ao bater das 15h30. Em família, tinha a intenção de pagar as quotas, as minhas e as de mais três pessoas. Qual quê...! Junto às barracas, umas dezenas de sócios aguardavam pacientemente a abertura das ditas sob um sol desagradável (para o efeito, que na praia nem se estava mal), na esperança de que lhes fosse permitido auxiliar as difíceis finanças do Clube. Mas bem vistas as coisas deve ser tudo treta; afinal de contas, as massas do emblema estão bem e recomendam-se - e eu voltei para casa com as quotas em atraso. Ainda há quem as queira pagar online quando de momento nem offline...
Enfim, descontadas as primeiras mágoas, surge uma nota claramente positiva: a Loja Azul dispunha já das várias camisolas do Belenenses 2008/09, mercadoria que pelo que me foi dado ver teve boa saída. Aliás, creio que ao longo de toda a tarde a loja não terá facturado mal, o que é sempre de registar com naturalidade e agrado. E isto apesar do pouco público presente, nada que espante se atentarmos na relação entre o hábito e o calendário balnear. Se nada se fazia para chamar gente ao Restelo, é também zero aquilo que agora se faz. Tudo como dantes, portanto.
Igualmente sem novidade está a (inacreditável) situação dos bares de apoio ao recinto. Uma vez encerrada, há anos, a Sala de Convívio, decapitado também o simpático "Bar do Rugby", ficámos limitados ao espaço existente junto às casas de banho por baixo dos cativos que, apesar dos esforços dos seus colaboradores, não dá manifestamente para todas as encomendas. A opção é entre perder o final da 1ª parte, o início da 2ª... ou ficar a seco. Uma situação insustentável e incompreensível, que aliás comentavam - estupefactos - três adeptos do Espanhol presentes na bancada dos sócios do Restelo. Ora, antes de iniciar qualquer política de captação de gente para engordar as nossas bancadas talvez não fosse pior pensar nisto, visto que o desconforto é de tal ordem que quem estiver habituado ao sofá e experimentar a aventura... muito provavelmente não volta a ir.
Assim chegamos à apresentação propriamente dita: a ideia das entrevistas no relvado levadas a cabo pelo speaker não é má. E, em particular, admito que resulta - sobretudo se pensada num quadro de previsível pouco público. No geral, creio que esta parte correu bem; como também correu bem a apresentação das nossas Cheerleaders, iniciativa que merece repetições frequentes e um forte aplauso. De igual modo, pareceu-me feliz que os nossos craques, chamados um a um, entrassem em campo passando pelo meio dos pequenos jogadores da Escola Matateu - jovens que tiveram ainda a oportunidade de presentear as bancadas com umas bolas. Outra feliz ideia, simples e barata mas que entusiasmou a muita pequenada que estava presente no anel inferior do Restelo.
Isto visto, seguia-se o jogo. Seguia-se... mas não se segue porque, para ser franco, não estou para aí virado. Acabadinho de chegar de férias, o que vi foi muito mau para ser verdade e pior ainda se pensarmos que o Belenenses leva já um mês de trabalho. A primeira parte foi menos desagradável, muito por culpa do adversário que se apresentou com a segunda equipa. Após o intervalo, as entradas de Rufete, Tamudo, de la Peña ou Jonathan acabaram com a nossa estrutura, levando a uma derrota por 0-2 que, a espaços, deu a sensação de se poder agravar. Diga-se, aliás, que o que eu vi está bem sintetizado por Silas nestas declarações. A uma semana do arranque dos jogos a valer, quer parecer-me que o plantel precisa como do pão para a boca de um central e de um ponta de lança - mas desses que entram de caras, tipo Adriano. Mais vale comprar já abrindo os cordões à bolsa, do que comprar em Janeiro - atrasado e em desespero de causa.
De qualquer modo, este ano isto vai requerer alguma fé. E não, não estou a referir-me aos objectivos apontados pelo presidente: Taça UEFA, final da Taça e da Carlsberg Cup...

ps: os nossos guarda-redes têm mesmo que jogar de verde? Irra!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Camisolas para 2008/09

Já é conhecida a numeração que os profissionais do Belenenses vão ostentar na época que agora se inicia. De 1 a 99 (notando-se que está livre a camisola nº 12), a lista reza como segue:

1. Assis
2. Diego
3. Carciano
4. Matheus
5. China
6. Gómez
7. Edmilson
8. Maykon
9. João Paulo
10. Silas
11. Zé Pedro
13. Rodrigo Arroz
14. Mendonça
15. Baiano
16. Tiago Almeida
17. Marcelo
18. Mano
19. Wallace
20. Sérgio Organista
21. Roncatto
22. Fredy
23. Alício Julião
24. Thiago Schmidt
25. Evandro
26. Vinícius Pacheco
27. Cândido Costa
28. Tiago Figueiredo
29. André Almeida
30. Romário
33. Vanderley
37. Júnior Negão
73. Costinha
88. Carlos Alves
99. Júlio César

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Início de Estágio - Reportagem no Vale do Garrão

O Belenenses iniciou esta tarde o estágio para a época 2008/09 e nós estivémos lá, para ver e para dar o primeiro apoio em terras algarvias.

Ao Sul de Almancil, entre Vale do Lobo e a Quinta do Lago, fica o Vale do Garrão, com a praia por perto (Praia do Ancão). Com algum atraso, a nossa equipa de futebol chegou ao Ria Park Resort Hotel, a unidade onde permanecerá instalada. Entretanto, no campo de futebol, já aguardavam as equipas de reportagem dos jornais desportivos. O referido campo, para quem queira comparecer, fica junto à entrada de uma outra unidade do complexo, o Ria Park Garden Hotel (deverão seguir as placas deste).

Pouco tempo após a chegada, e enquanto o plantel gozava uma pausa para lanche, o Presidente Fernando Sequeira conduziu a equipa técnica para uma primeira visita ao campo, que pareceu, como parece, bastante adequado. Aproveitámos para trocar dois dedos de conversa, perante a simpatia do Presidente e equipa técnica. Desejámos felicidades a Casemiro Mior, visivelmente bem disposto e extremamente afável. Já António Dominguez, de regresso à nossa casa, quando relembrei a conquista de 1989 imediatamente manifestou a esperança de alcançar semelhante feito.

Mais tarde, cerca das 19:20, regressámos ao campo e chegou finalmente a equipa. Antes, já Márcio Corrêa havia preparado meticulosamente o campo para os trabalhos, com marcadores.
Tendo sido o primeiro apronto a que assisti esta época, foi naturalmente difícil reconhecer muitas das caras novas, incluindo Vinicius e Júnior Negão, os mais recentes passageiros da viagem.
Segundo foi informado, Matheus ficou a fazer trabalho no ginásio.

O Capitão Silas foi o primeiro a experimentar os primeiros toques no relvado, seguindo-se uma curta palestra de conjunto, a anteceder o treino propriamente dito.
Após algumas voltas ao campo, em corrida, sucederam-se vários exercícios, incidindo não só sobre a parte física mas também sobre a agilidade e destreza. E aqui há que realçar - como já tínhamos ouvido falar - a exigência e método do preparador físico, Márcio Correa. Na verdade, aquele que era anunciado como um "mero" treino de descompressão, pareceu-nos relativamente exigente em várias vertentes. É justo dizer que já se trabalha a sério, também no Algarve.
Casemiro Mior e Dominguez, no centro dos trabalhos, permaneceram atentos à evolução dos jogadores.
Ao fundo do campo estiveram os guarda-redes, a realizarem trabalho específico.
O Presidente Fernando Sequeira foi espectador atento, enquanto Tuck aproveitou para manter a (boa) forma, em corrida à volta do campo.

Como é natural, dada a renovação do plantel, há jogadores com diferentes compleições e com diferentes estados de preparação. Para além disso, faltará ainda o entrosamento de conjunto. Este é um grupo que levará o seu tempo a mostrar o seu real valor, a encontrar o seu estilo. Será uma questão de tempo, pois, e convém não esquecer que até bem perto do final da época a distância entre a "linha de água" e a linha da Europa será curta. Tendo a esperança que acabaremos em beleza, haverá que ter paciência e saber esperar, mesmo que numa fase inicial os resultados fiquem aquém do teoricamente esperado. Vamos, por isso, apoiar e dar o nosso contributo para que estes jogadores nos tragam alegrias e possam eles também sentir-se realizados no nosso Grande Clube!

Seguem-se algumas das fotografias que tirámos, que ilustram o que acima referimos:














quinta-feira, 10 de julho de 2008

Arroz, Organista e...

Confirmou-se a entrada de Rodrigo Arroz para a carenciada "zaga". Uma boa notícia, na medida em que a escola do Mengão tem créditos firmados pelo planeta. Acresce aquilo que teoricamente constitui um bom negócio, na medida em que, pelo que julgo saber, Arroz chega a custo zero estando apenas prevista a entrega ao popular emblema do Rio de Janeiro de 20% da verba envolvida numa futura venda.
Ao seu lado foi apresentado Sérgio Organista, internacional português por todos os escalões de formação - incluindo os sub-21 -, uma das esperanças do futebol português que assim terá oportunidade de actuar pela primeira vez na Liga do seu país, relançando a carreira depois de uma época menos conseguida no Santa Clara e de uma passagem pelo Pontevedra - II Divisão B espanhola - onde se viu a braços com sucessivas lesões. Organista, formado no FC Porto, chega por empréstimo do emblema galego com opção de compra por parte do Belenenses que, segundo a imprensa, deverá ser exercida até ao final do ano.
Já hoje, informações que foram correndo ao longo do dia dão conta de negociações com mais dois jogadores brasileiros: Vanderlei, defesa-central proveniente do Bragantino e Júnior Negão, avançado ligado ao Ceará.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Marcelo Faria em acção







E eis o craque, 1,83m e 80 kg, na primeira pessoa:
"Eu costumo jogar como um camisa nove, mas também posso atuar com um segundo atacante e, até mesmo, como meia. Estou aqui para ajudar de todas as formas. No México, cheguei até a ser escalado como lateral direito em um jogo - declara."

terça-feira, 8 de julho de 2008

Agenda para 2007/08

1ª jornada [24 Ago] FC Porto - Belenenses
2ª jornada [31 Ago] Belenenses - Paços de Ferreira
3ª jornada [21 Set] Sporting - Belenenses
4ª jornada [28 Set] Belenenses - Leixões
5ª jornada [05 Out] Naval - Belenenses
6ª jornada [26 Out] Belenenses - Vit. Guimarães
7ª jornada [02 Nov] E. Amadora - Belenenses
8ª jornada [16 Nov] Belenenses - Académica
9ª jornada [23 Nov] Vit. Setúbal - Belenenses
10ª jornada [30 Nov] Belenenses - Marítimo
11ª jornada [07 Dez] Nacional - Belenenses
12ª jornada [21 Dez] Belenenses - Trofense
13ª jornada [04 Jan] Braga - Belenenses
14ª jornada [11 Jan] Rio Ave - Belenenses
15ª jornada [25 Jan] Belenenses - Benfica
16ª jornada [01 Fev] Belenenses - FC Porto
17ª jornada [08 Fev] Paços de Ferreira - Belenenses
18ª jornada [15 Fev] Belenenses - Sporting
19ª jornada [22 Fev] Leixões - Belenenses
20ª jornada [01 Mar] Belenenses - Naval
21ª jornada [08 Mar] Vit. Guimarães - Belenenses
22ª jornada [15 Mar] Belenenses - E. Amadora
23ª jornada [05 Abr] Académica - Belenenses
24ª jornada [11 Abr] Belenenses - Vit. Setúbal
25ª jornada [19 Abr] Marítimo - Belenenses
26ª jornada [26 Abr] Belenenses - Nacional
27ª jornada [03 Mai] Trofense - Belenenses
28ª jornada [10 Mai] Belenenses - Braga
29ª jornada [17 Mai] Belenenses - Rio Ave
30ª jornada [24 Mai] Benfica - Belenenses

Calendário afixado, a análise fica para entrada posterior. Pequeno destaque apenas para a visita à Choupana, terreno do Nacional, no fim de semana de 7 de Dezembro, o que constitui óptima oportunidade para pintar de azul um estádio Atlântico: o fim de semana é prolongado (dia 8 é feriado), por lá o tempo é sempre convidativo e, para mais, boa parte dos azulões já terá encaixado o subsídio de Natal. Vamos a isso!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Andará longe disto?

A poucas horas do arranque oficial da temporada 2008/09, eis um primeiro esboço do Belenenses 2008/09.



Equipa técnica: Casemiro Mior, António Dominguez (adjunto), Nelson Santos (adjunto), Prof. Márcio Corrêa (preparador físico) e Figueiredo (treinador de guarda-redes);

Estágio: Almancil, Algarve, de 10 a 18 de Julho;

Jogos de preparação:
26/JUL: Mafra - Belenenses
30/JUL: V. Setúbal - Belenenses
9/AGO: Belenenses - Espanyol (apresentação aos sócios)

domingo, 6 de julho de 2008

Edmilson por duas épocas

Já há confirmação oficial da contratação de Edmilson, médio ofensivo brasileiro de 21 anos, formado no Santos numa época em que chegou a representar o "Escrete Canarinho" nos escalões jovens. Foi justamente no emblema paulista que iniciou a sua carreira profissional, seguindo-se passagens pelo Guarani, Sport Recife e também pelos romenos do Pandurii onde actuou na época passada. Uma amostra das suas capacidades é o que deixamos de seguida:



sexta-feira, 27 de junho de 2008

Espanhol confirmado


Ao contrário do que afirma o jornal O Jogo na sua edição de hoje (beneficiando de uma estranha política de comunicação que agora reina no clube e que parece conseguir o que se julgava impossível: retirar ainda mais espaço na imprensa às notícias do Belenenses), confirma-se a presença do Espanhol de Barcelona - 12º classificado da Liga espanhola - no desafio de apresentação do Belenenses 2008/09 aos associados. A confirmação vem... de fora, desta feita do site oficial do próprio clube catalão, onde podemos ver em grande destaque uma fotografia do nosso magnífico Estádio do Restelo. Eis, pois, que a 9 de Agosto teremos oportunidade de assistir a um Belenenses - Espanyol.