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terça-feira, 29 de abril de 2008

O "caso Meyong" e os donos da bola

E pronto, confirmou-se a tese que aqui deixei sábado, ao dizer que a derrota na segunda circular nos tinha colocado a jogar para o 7º lugar e consequente apuramento para a final da Taça Intertoto, numa luta onde muito provavelmente apenas duas vitórias em dois jogos nos safam (na medida em que temos desvantagem directa com o Sp. Braga).
Pilhados que foram os 6 pontos e independentemente da justiça ou injustiça da decisão - confesso, eu próprio, um monte de dúvidas -, resta agora olhar em frente e, com a dignidade de sempre e que é própria d' "Os Belenenses", responder à decisão dos donos da bola voltando a conquistar em campo o que nos roubaram na secretaria. Pelo caminho, se se entender útil recorrer para o Tribunal Arbitral desportivo, que a SAD o faça e que todos cerremos fileiras remando para o mesmo lado. Pessoalmente e apesar de tudo, creio existir na instância em causa jurisprudência bastante para que não venha a ser por aí que possamos levar a água ao nosso moinho.
Duas notas finais:
1. O Belenenses deveria retirar imediatamente as suas conclusões sobre a gestão do dr. Hermínio (também ele) Loureiro na Liga Portuguesa de Futebol Profissional. A tal que sacode a água do seu capote ao invés de dar apoio aos seus filiados; a mesma que pretende castigar tentativas de corrupção com os mesmos 6 pontos entretanto roubados em Belém; a mesma que hoje castigou Hugo Alcântara com 3 jogos de suspensão por fazer uma festinha num grego que, convém lembrar, foi autor na época passada de uma agressão selvagem que colocou Anderson meia época no estaleiro sem que lhe tenha sido exibido um amarelo que fosse! Sobre a seriedade da novíssima Liga, do seu Hermínio mailo seu Pereira e a digníssima Comissão Disciplinar de ambos, estamos conversados.
2. Mais do que nunca, todos os profissionais que até ao dia de hoje tornaram possível, dentro de campo, um regresso directo à Taça UEFA, merecem que no próximo domingo, na recepção ao Vitória de Guimarães, ninguém fique em casa. Vamos todos ao Restelo mostrar aos muitos bandidos que se pavoneiam no futebol português que o Belenenses não é grande... é enorme!

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Entretanto, na "secretaria"...

Anuncia-se para esta semana a decisão sobre o chamado "caso Meyong", bem como uma decisão sobre o "Apito Final", novela esta que diz respeito às tentativas de corrupção e demais actos dados como provados junto da justiça civil... que por si só estão sujeitos a penas pesadas à luz da regulamentação desportiva. Mas a este, já lá vamos.

Quanto ao caso Meyong, tenho uma "quase-certeza" e uma certeza. As boas notícias primeiro: a certeza que tenho é que o Belenenses tem razão em rejeitar ser punido com a subtracção de quaisquer pontos. É o próprio acordão da Comissão Disciplinar (CD) da Liga, curiosamente, que não deixa margem para dúvidas. Mais curioso é que a mesma CD tenha elaborado esse acordão vertendo decisão contrária (o que não deixa dúvidas quanto à inclinação do seu "colégio").
A má notícia é que, embora a Naval já não precise dos três pontos - novidade deste fim de semana - e embora nos assista razão, como referi acima, a decisão deste Conselho de Justiça da Federação pode muito bem ser-nos desfavorável. O Braga já pressionou, o Marítimo já pressionou, e agora já só falta o Vitória de Setúbal juntar-se ao peditório. Mais, um dos objectivos a conseguir pelo CJ é a isenção total de culpas da própria Federação, aliás decretada antecipadamente pelo próprio Presidente do organismo (!). Isto por si só não é um ponto necessariamente em nosso desfavor, mas será mais fácil "descarregar" tudo para cima do Belenenses.
Se assim fôr, aí está uma primeira oportunidade para a nova Direcção mostrar as "garras", isto embora o responsável pelas questões jurídicas se tenha mantido (Dr. Nélson Soares). É que, se aquele receio se confirmar, o Belenenses deve fazer seguir imediatamente um recurso para a FIFA. Será a única resposta admissível e já deverá estar preparada, presumo eu...

Quanto ao "Apito Final", vamos directamente ao que nos interessa, um Belenenses-Boavista disputado em 2004 - o tal que, salvo erro, João Loureiro chamou "de vida ou de morte". Curiosamente, nem terá sido a maior das roubalheiras executadas às ordens daqueles senhores no Restelo (mas enfim, foi o que se investigou, não já é mau).
E o que me leva a trazer este assunto foram uma declarações do Juiz Pedro Mourão sobre o caso, em que refere a possibilidade legítima de os clubes lesados virem a reclamar indemnização, forçosamente de natureza pecuniária (desportivamente já nada há a fazer).

Ou seja, fazendo um resumo do que temos "em secretaria", temos lutas pela frente, mas muito a ganhar e, sobretudo, muito que defender no que à imagem do Clube diz respeito. Com o "caso Mateus" acabou-se o clubezinho "bem comportado" e "simpático", há que prosseguir com a defesa intransigente e absolutamente prioritária dos interesses do Belenenses.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Seis pontos

Ficámos hoje a saber que uma tentativa não consumada de corrupção tem a mesma penalização pontual para o clube prevaricador que a utilização de um jogador que já tinha alinhado em dois clubes na mesma época e cuja inscrição foi aceite e homologada pela FPF e Liga de Clubes.
Palavras para quê?