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sábado, 22 de novembro de 2008

Má tarde no Choradinho

Em dois fins de semana seguidos em que teve direito a transmissão em directo na SIC, a equipa de futsal do Belenenses não impressionou os adeptos da modalidade que seguiram os jogos contra SL Olivais e Freixieiro. Se há uma semana, pela proximidade, foram cerca de duzentos os que foram apoiar a equipa, já hoje os apaniguados azuis não excederam a dezena.
Contra o Olivais a equipa não esteve ao nível habitual mas ainda assim criou oportunidades suficientes para uma vitória tranquila - que não chegou a sê-lo. Mas hoje, em Perafita, os azuis foram presa fácil para um Freixieiro em crescendo, que foi o que o Belém não foi: uma equipa, em que todos desempenharam com concentração o seu papel, e que teve em Cardinal o jogador que fez a diferença nos períodos de aparente equilíbrio.
Custa escrevê-lo mas é impossível fazer uma referência positiva na nossa equipa, tal foi a forma atabalhoada, desispirada e desconcentrada com que actuou; e com 66% de posse de bola! Se referirmos que o Freixo ainda atirou 4 bolas ao ferro fica-se com uma ideia da catástrofe que podia ter sido este jogo. Foram errros em demasia, displicências inaceitáveis numa equipa que se assume como candidata ao título. Vamos crer que tudo não passou de um mau dia, tal como há um ano quando perdemos 6-1 em Vizela; e que este jogo desastroso sirva de motivo de reflexão para todos.

domingo, 15 de junho de 2008

Uma tarde inesquecível

Foi com inteira justiça que o Belenenses garantiu esta tarde o acesso à final do playoff, em futsal. Jogando com enorme concentração e procurando não dar espaços ao adversário, gizando rápidas jogadas e rematando sempre que possível, os azuis derrotaram muito justamente o Freixieiro.
Foi uma partida intensíssima, dentro e fora da quadra, com os Conquistadores quase sempre melhores que o adversário, que nunca conseguiu verdadeiramente pegar no jogo.
Marcão apenas vacilou no golo sofrido (de resto, não é claro que a bola tenha entrado), Caio Japa e Vinicius estiveram fantásticos a defender, Cary e Paulinho semearam o pânico na defesa matosinhense com rápidas jogadas, Diego não desperdiçou duas excelentes ocasiões, Jardel assegurou posse de bola com inteligência, Marcelinho baralhou a defesa adversária com a sua técnica imprevisível, Max foi infatigável na habitualmente dura função de pivot e Drula mostrou o valor da experiência, ao praticamente sentenciar a partida com toda a calma, aos 31 minutos, quando a vantagem mínima era por demais injusta para os azuis.
Foi uma jornada maravilhosa de espectáculo, entrega, emoção e muito desportivismo. Se para muita gente facciosa a final antecipada se jogou na Segunda Circular, sem dúvida que os melhores jogos moraram no Restelo, obra de duas equipas magníficas.
No final, ocasião para os adeptos mostrarem todo o carinho que têm pelos magníficos jogadores que honram a Cruz de Cristo que trazem ao peito. Já os que viajaram de Matosinhos mostravam o seu desejo de ver o Belenenses campeão. A eles também a nossa homenagem, extensível a dois grandes senhores do desporto português, os irmãos Brito, presidente e treinador do Freixieiro.
Flávio Santos

domingo, 8 de junho de 2008

Uma equipa única

«Está a jogar fabulosamente bem a equipa do Belenenses», disse a certo passo da transmissão da épica partida de hoje entre Freixieiro e Belenenses o comentador do Rádio Clube de Matosinhos, que elogiava também os adeptos do Restelo, incansáveis no apoio à equipa (e isso foi audível durante boa parte da transmissão radiofónica). E acrescentava que estavam na quadra as duas melhores equipas deste campeonato.
Pelo menos em arreganho, classe e capacidade de luta ninguém leva a palma ao Belém, que voltou a mostrá-lo hoje, recuperando dramaticamente de desvantagens no marcador e tendo a frieza necessária para levar de vencida os matosinhenses nos penaltis.
No sábado o drama - empolgante como poucos nos meus trinta e nove anos de belenense - continua.

sábado, 12 de janeiro de 2008

"Não, é só cá"

- No Brasil também há ladrões destes?
- Não, é só cá.
Este diálogo entre um adepto do Belém e Vinicius, no final do encontro de hoje frente ao Freixieiro (12ª e última jornada da primeira volta do Nacional de Futsal), ilustra a perplexidade do jogador azul perante uma tentativa descarada e grosseira por parte de Paulo Macau (useiro e vezeiro em prejudicar o Belenenses) de impedir a nossa vitória frente à valorosa equipa de Perafita. O pavilhão quase vinha abaixo e o citado bandido teve mesmo que pedir à polícia que se interpusesse entre os adeptos e a sua excelsa careca.
E que equipa encontraria forças para, depois deste revés a um minuto e meio do fim, conseguir o 3-2 final a 14 segundos do epílogo do encontro? Quem viu o jogo com a Fundação responderia: o Belenenses. E assim foi, com Jardel oportuno a facturar e a electrizar ainda mais o escaldante pavilhão.
De resto, assisitu-se a um jogo muito táctico, por vezes algo arrastado. Alípio Matos, conhecendo bem o adversário, não quis arriscar e o Belém jogou muito tempo pela certa, com frequentes lateralizações e passes para trás, numa postura muito prudente e que, apesar de retirar espectáculo à partida, provou ser eficaz. Alípio sabe bem que Fundação e Freixieiro têm grandes equipas mas que falham nos momentos decisivos (muitas vezes com a ajuda dos Macaus desta vida) e não conseguem atacar o título, coutada da 2ª Circular; por isso foi pragmático, em detrimento do futsal-espectáculo.
Claro que tacticamente a partida foi de grande nível, com jogadores e treinadores a interpretarem bem o jogo e a encaixarem-se quase na perfeição. Ainda assim é de justiça referir a maior maturidade do adversário, construindo boas jogadas com facilidade e só esbarrando em Marcão, como sempre imperial nas saídas.
Ao Belém valeu o golo madrugador de Marcelinho, que permitiu controlar a ansiedade. Um belo golo de Júlio César trouxe o 1-1 com que se chegou ao intervalo. Na segunda parte facturámos o 2-1 por Cary, numa desatenção da defesa adversária, igualando a 2 Cardinal no penalty-fantasma já referido. Jardel, um jogador que, apesar de algumas falhas, tem merecido a total confiança de Alípio Matos, mostrou mais uma vez a sua frieza em lances decisivos, oferecendo ao Belém a sua 12ª vitória.
Hoje poderia ter havido um caso sério no Acácio Rosa. Até quão baixo terá que cair a arbitragem na modalidade para que a FPF abra os olhos e veja como o nível daquela é um insulto para jogadores, técnicos e todos os amantes da modalidade?
Referência ainda para a bonita homenagem que o presidente do Freixieiro fez a Alípio Matos e ao nosso clube, que gerou uma onda de simpatia recíproca entre os adeptos dos dois emblemas, sendo de mencionar a presença de várias dezenas de barulhentos e entusiásticos matosinhenses, que emprestaram um grande calor à partida. Sem dúvida que é de aproveitar este bom relacionamento, que mostra que os clubes grandes são aqueles que sabem estar no desporto com dedicação, dignidade e verdadeiro espírito desportivo e não os que querem ganhar a todo o custo sem olhar a meios.
Já para a SIC(K), estação que NÃO está a cobrir o nacional da modalidade mas sim a fazer tempo de antena ao clube do topo sul da 2ª Circular, o nosso mais profundo desprezo.