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sábado, 1 de março de 2008

Haja vergonha!

Que dizer de uma equipa que joga (?) tão mal, como a nossa de basquetebol? Que dizer de um jogo como o desta tarde frente ao Lusitânia (67-87), tão mal jogado?
Quando, no segundo período, os azuis começaram a defender com agressividade e, em consequência, passaram para a frente do marcador, parecia que iríamos assistir ao regresso às vitórias - e à garra. Puro engano.
Liderados por um treinador que pode saber muito da modalidade mas que parece não ter mais nada para lhe oferecer e que ainda aposta em nulidades absolutas como Anderson Ferreira e os dois pré-reformados Paulo Simão e Artur Cruz, os azuis mostraram uma indigência de jogo que faria corar de vergonha qualquer jogador com um mínimo de dignidade.
Acreditem que, para além de inúmeros lançamentos falhados (e tantos deles sem qualquer oposição defensiva do adversário) por todos os jogadores, de desatenção ou puro desleixo nos ressaltos, se pôde ver o referido jogador (?) brasileiro a tentar um afundanço fácil e a atirar a bola para... o banco.
O desnorte culminou com a presença em campo de três bases (autêntico!), no último período, que de resto não vi até ao fim pois abandonei o pavilhão indignado a 5 minutos do fim do jogo.
O basket azul precisa de uma varridela, a começar na equipa técnica e a acabar no plantel (onde só deveriam ficar Daniel Monteiro, Nuno Monteiro e Ailton Medeiros, entrando a rapaziada que actua no CNB1). Já chega de humilhações e ofensa ao emblema da Cruz de Cristo. Haja vergonha!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Domingo melancólico

Reservou-nos o dia de ontem duas desilusões no que se refere às modalidades.
Em andebol, derrota por três golos frente ao campeão ABC. Após uma boa primeira parte, a nossa equipa acumulou erros em excesso, com vários passes errados (mesmo sem pressão do adversário) e falhas defensivas inacreditáveis, mostrando uma passividade que fez lembrar o triste jogo frente ao Águas Santas. Desta vez até Hugo Figueira esteve alguns furos abaixo do normal; com a lesão de Pedro Matias e a ausência de Miricki João Florêncio deu mais tempo a habituais suplentes, que não fizeram a diferença. Salvou-se Bruno Moreira, com uma excelente exibição, o que já vem sendo hábito.
No basket, mais do mesmo. Após um bom primeiro período (25-28) frente ao campeão nacional Ovarense, a nossa equipa cometeu erros sobre erros, mostrou uma passividade defensiva aflitiva e continua a ser uma das mais fracas da Liga nos lançamentos de três pontos, que muitas vezes fazem a diferença. Foi triste ver a Ovarense a rodar todo o plantel, dando tempo de jogo a jogadores que muitas vezes nem saltam do banco durante uma partida inteira. No final, derrota por treze pontos. O público azul já previa o desastre e primou pela ausência.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Grande jornada de basquetebol

Foi um empolgante encontro de basquetebol aquele a que 400 adeptos assistiram no Pavilhão Acácio Rosa (e umas duas centenas de milhar na RTP2) entre Belenenses e FC Porto.
Tendo já derrotado os portistas no Torneio dos Campeões (perdendo na final com a Ovarense) os azuis apresentaram ao seu público Lance Soderberg, o norte-americano que veio substituir Kendrick, que rumou à Coreia. E que jogo fez Lance! 27 pontos e MVP! Foi uma exibição que combinou cestos certeiros (65% de 2 pontos, 50% nos triplos e 100% nos lances livres) com muita luta debaixo das tabelas.
Mas se o norte-americano é eficiente mas discreto, já Diogo Carreira alia a uma boa capacidade concretizadora uma exuberância que empolga o público, uma capacidade extraordinária de chegar de cesto a cesto em poucos segundos, contornando adversários e lançando com êxito!
Se a isto juntarmos um Paulo Simão mais inspirado que o habitual nos três pontos (4 em 6 tentativas), um Ike sempre voluntarioso e um Anderson mais empenhado que em ocasiões anteriores, resumimos parte das condições para o êxito de ontem. A cereja em cima do bolo, factor não menos importante, foi a presença do regressado Luís Silveira ao banco; a velha raposa do basquetebol português lê muito bem o jogo, faz alterações quase sempre no momento certo, pede tempo quando a equipa perde fôlego - e inspira confiança nos jogadores.
Ainda assim, esta equipa continua a dar a sensação de que pode render mais, pois por vezes perde pontos e bolas de forma quase infantil. Até onde podemos chegar, ninguém sabe, mas repetir a final da Taça e lutar pelo segundo ou terceiro lugar seria magnífico!