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quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Diário Desportivo e "boa imprensa"

Há dias fechou portas o Diário Desportivo, jornal distribuído gratuitamente que numa fase inicial era dirigido por Fernando Correia, figura que dispensa apresentações no meio (curiosamente abandonou o projecto que o tinha levado a abandonar a rádio TSF - agora dedica-se exclusivamente à RCP).

Por um lado é pena porque o Diário Desportivo dedicou bastantes páginas ao Belenenses, atenção a que não terá sido alheia a simpatia de Fernando Correia para connosco (mesmo sendo ele "lagarto" integral assumido). Ficam no arquivo interessantes entrevistas, muito provavelmente recolhidas ou inspiradas durante o trabalho de investigação para o livro sobre o Matateu.

Por outro lado também é pena porque o Diário Desportivo teria à partida condições para fazer alguma diferença relativamente aos três diários desportivos pagos, que cedem obscenamente páginas e páginas dedicadas às mais ínfimas trivialidades dos "três". Estes chegam ao ponto de se assumirem sem qualquer pudor como orgãos semi-oficiais dos clubes-padrinhos (ou que apadrinham), como as questões do "Apito" e afins comprovam.
O "pecado", no entanto, terá acabado por ser o mesmo. Faltou vontade das partes, algumas por certo impacientes por não conseguirem a sua fatia do bolo "trezeiro", difícil de arrancar aos jornais estabelecidos.

Assim continuamos a viver de alguma caridade ou de oportunidades que de vez em quando certos consócios no "métier" aproveitam para compensar o esquecimento.
Que não damos notícias, que ninguém ou muito poucos querem saber de nós e muito menos comprar jornais para tal...
O facto é que também aqui o Belenenses é prejudicado por ser vizinho dos da 2ª circular, pois até a imprensa local ou regional nos esquece (ao contrário de outros clubes).

A propósito, recordo as notícias que a Junta de Freguesia de Santa Maria de Belém colocou há tempos no seu boletim, que li afixado em "placard" na Rua de Belém. A pretexto da Final da Taça que iríamos disputar, referia-se ao Belenenses como sendo "o maior clube da Freguesia". Por outro lado, no seu editorial, o Exmo. Presidente da Junta referia que aquele nosso feito deveria ser "orgulho para todos nós que habitamos ou trabalhamos em Belém, independentemente das cores clubísticas de cada um".
Devo referir que o destaque que nos foi dado merecia o nosso aplauso e agradecimento, como merece agradecimento a Junta de Freguesia de Santa Maria de Belém pelos apoios que nos concede e o destaque que nos dá noutras iniciativas.
Mas aquele exemplo serve para nos convencermos de uma vez por todas que há muito trabalho por fazer, e se muito já se perdeu (até a hegemonia em Belém), não nos podemos permitir perder mais.
Sabemos muito bem porque somos e continuaremos a ser Belenenses, temos é de entender melhor o que é que falta para que outros se juntem a nós. Vitórias, sim, mas o Belenenses tem mais para dar... ainda! Ser diferentes... mas para melhor, não apenas diferentes!

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Breves notas de férias

Estando de férias em destino que me é habitual (por razões familiares - a Madeira), não consegui, como também é habitual, esquecer o nosso Belenenses.
Junto ao Largo do Município funchalense abri o Jogo (calhou ser esse), numa das raras ocasiões em que compro jornais desportivos, para dar de caras com a entrada de 3 Milhões de Euros nos cofres da nossa SAD. Apesar de perdermos um jogador de grande nível, a minha primeira reacção foi suspirar de alívio. Mais ainda porque o Nivaldo não vai para nenhum adversário nosso, coisa que me custaria ver (e que muito dificilmente renderia algo de jeito).

Nos antípodas daquela notícia estiveram as declarações do Ruben Amorim, que, sem qualquer polimento, espera sair do Belenenses e que esta última época o "ajude" a "saltar" para certo clube.
No meu mester, isto seria como se o rapaz já tivesse saído, havendo apenas que cumprir com o contratado em termos de remunerações (mas também nos deveres mínimos do jogador).
Não sei se terá sido contagiado pelo síndrome de imbecilidade que pela mão de certo pseudo-treinador assolou as nossas selecções jovens, o facto é que a figura é triste, mesmo para jogadores jovens que se pensam ambiciosos. Diria mais, sobretudo para estes.
O Nivaldo, sabemos já, vale mais de 3 Milhões de Euros. O Ruben, pelos vistos, não, e é dos primeiros a pensar assim. É pena, mas já deve ido nalguma cantiga.

Bom, isto do que se passou por cá enquanto estava eu lá.
Por lá, foi com um grande sorriso que, num quiosque funchalense, ao pedir certo artigo em côr azul, ouvi: "É do Belenenses ou do Porto?". Esclareça-se que o senhor do quiosque não era dos nossos.
Há quanto tempo não ouvia isso, mesmo ao pé de casa ou até do Restelo. Pode parecer perfeitamente banal, banalíssimo, mas não é. Por agora já estamos a dar nas vistas, de novo. Mas não basta voltar a estar "na moda"... e não bastará, quero querer, aos nossos jogadores, salvo raras excepções (como os que anseiam pelo "salto").

Noutro registo, acompanhei a certa distância a realização de dois treinos de captação para miúdos madeirenses promovidas por... Sporting e Benfica. No caso deste último, em renovada parceria com o Andorinha, clube onde apareceu o Cristiano Ronaldo e que por acaso até já foi nossa filial, em tempos. Ainda nos falta organização e a resolução de outras questões mais urgentes, mas é sempre muito importante saber o que os outros fazem e perceber a distância a que (ainda) estamos deles.