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sábado, 24 de janeiro de 2009

O futuro está ganho?

O jogo de ontem contra o Benfica foi o exemplo típico da partida em que o adepto sai frustrado com o resultado mas satisfeito com a exibição da sua equipa. E há quantos meses é que o Belém não fazia um jogo tão bom?
Frente a um adversário que não tem futebol para liderar a Liga, o Belém jogou com inteligência, ora dando a iniciativa ao Benfica, respondendo em contra-ataque, ora pegando no jogo e levando a bola para a frente com perigo, obrigando o visitante a não fazer subir no terreno tantos jogadores como pretenderia, de tal forma que os seus lances de maior perigo foram em bolas lançadas para Suazo, um jogador rápido e com forte propensão para os saltos de piscina. Mas, com tanta polémica sobre a arbitragem, ontem o senhor que veio da Madeira não estava para brincadeiras e rubricou uma actuação que é raro ver em Portugal. O que reforça a ideia de que temos bons árbitros (teoricamente) mas que raramente dão mostras dessa qualidade.
Mas agora falemos do Belenenses: equipa compacta, com futebol alegre, jogadores sabendo o que se espera deles, jogando descontraídos mas com rigor táctico. O dedo de Jaime Pacheco a comprovar que mesmo jogadores aparentemente medianos como Baiano, Carciano ou Rodrigo Arroz têm um potencial que só os verdadeiros treinadores sabem explorar.
Depois, temos dois reforços que deram consistência à área recuda da equipa: Tininho e Diakité têm inteligência, sentido de colocação e agressividade q.b.
O regressado José Pedro não aproveitou algumas boas oportunidades para marcar e fisicamente deu o estouro na segunda metade. Silas continua a pautar o nosso jogo mas também continua a falhar passes em demasia e a rematar sem acerto. Mano e Marcelo, cada um na sua função, deram o que tinham e o que não tinham: são o típico exemplo do jogador que, não sendo genial, cai no goto dos adeptos pela entrega de que dá mostra. Wender quase marcou um golo de classe, classe que continua a revelar nas suas intervenções.
Cândido, Maikon (que falhou uma oportunidade flagrante) e Porta também entraram bem no jogo, confiantes, determinados, disciplinados.
Embora o Belém esteja ainda em zona perigosa, os adeptos têm neste momento a convicção de que, a continuar nesta senda, a nossa equipa vai fazer uma segunda parte tranquila, com bons jogos e boas vitórias e a natural ascensão na tabela.
Jogadores, equipa técnica, CG - e adeptos: todos merecem!

sábado, 11 de outubro de 2008

Belenenses, 64 - Benfica, 80

250 espectadores presenciaram a estreia caseira do Belenenses na Liga de Basquetebol 2008/2009. Poucos estariam à espera de um primeiro período de domínio dos da casa e completo desnorte dos benfiquistas: com o novo base Justin Taylor completamente endiabrado e Anastacio Sami certeiro nos 3 pontos o Belém chega aos 10 minutos a vencer 22-12.
O segundo período mostrou que o jogo iria mudar, por três motivos: maior acerto nos lançamentos encarnados, ausência de soluções no banco belenense e uma arbitragem que beneficiou os visitantes de forma descarada (onde não podia deixar de pontificar Sérgio Silva, um artista já bem conhecido dos espectadores do Acácio Rosa) - a dualidade de critérios na marcação das faltas foi escandalosa. Ainda assim os azuis ainda chegaram em vantagem ao intervalo: 34-32.
A segunda metade foi um prolongamento destes três factores, acompanhado por um crescente cansaço dos nossos jogadores. As falhas nos lançamentos e a perda de muitos ressaltos ajudaram ao ampliar do marcador, que os azuis não mais conseguiram evitar.
Ainda assim, exibição muito positiva para uma equipa que foi construída à pressa. Ficaram boas indicações para o futuro. Justin Taylor foi o melhor belenense, com uma exibição coroada com um magnífico cesto de costas para o cesto, além de uma movimentação constante- um jogador com sangue na guelra.
Esperava-se mais de David Paris mas ainda assim contribuiu com 11 pontos, menos 2 que Ailton Medeiros, que teve exibição muito meritória. Anastacio Sami esteve fantástico no primeiro período, tendo decaído muito após a 3ª falta.
Amanhã, em jogo que não vai ser fácil, espera-se que os briosos atletas da Cruz de Cristo alcancem a primeira vitória na prova, frente ao CAB Madeira (18 horas).

sábado, 4 de outubro de 2008

Benfica, 0 - Belenenses, 50

Na torreira do campo da Sobreda (onde só há 3 fileiras de bancada, ainda por cima viradas a poente) 150 espectadores assistiram a uma arrasadora vitória do Belenenses frente ao Benfica, na jornada inaugural do Nacional de Rugby.
Após a desastrosa prestação na Supertaça os azuis entraram cheios de força e, com uma penalidade convertida por Francisco Moreira e um ensaio de Sebastião da Cunha (concretizado), chegou a 10-0 logo aos sete minutos de jogo. Foi o início de um jogo em que o Belenenses dominou em toda a linha, com privilégio para a circulação de bola à mão, com que os encarnados nunca se entenderam, demonstrando também fraca capacidade defensiva. Dos sete ensaios do Belém, vários foram obtidos com jogadores em corrida livre, quase sem oposição! De referir que a primeira metade foi praticamente toda jogada no meio campo encarnado.
Os 17-0 ao intervalo prenunciavam a possibilidade de se alcançar um ponto bónus, logrado facilmente, não parando no entanto os azuis ao quarto ensaio, continuando a pressionar o adversário, a roubar bolas e a gizar algumas jogadas bem bonitas. Não podia faltar o ensaio de William Hafu, penetrando como quis na linha de 22 adversária e concretizando debaixo dos postes.
Como nem tudo é perfeito, registo para dois aspectos a melhorar e que podem comprometer a equipa em jogos mais equilibrados: nos pontapés aos postes continuamos muito perdulários, hoje Moreira falhou dois facílimos; e perderam-se demasiadas jogadas de ataque por toques para a frente.
Em resumo: vitória mais que justa e que podia ter atingido números ainda mais expressivos. O Belém começou bem a defesa do título.