segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Podia ter sido um sábado perfeito...

... antes de mais pela realização do I Torneio de Minis em Andebol, no qual, perdoem-me o dado pessoal, participou o meu filho mais velho. A equipa do Belém foi a vencedora, batendo sucessivamente o Passos Manuel, o Liceu Camões e a equipa do Belenenses do Pólo do Algueirão. Menos importante que os resultados foi o evento em si, com a participação de meia centena de praticantes que se estão a iniciar na modalidade, podendo já apreciar-se em particular o excelente trabalho efectuado no nosso clube. Não é por acaso que os "nossos meninos", quando crescem, dão cartas nas diversas competições; nem a propósito, findo o torneio defrontaram-se em juvenis o Belenenses e o Sporting, tendo os nossos ganho por 31-20.
Depois, por mais uma vitória, a sexta, no nacional de futsal. Frente a um adversário - o Alpendorada FC - que já se sabia ser difícil, só a inspiração de Marcelinho, Paulinho e Diego (jogadores mais em destaque) permitiu averbar mais três pontos. A exibição foi menos conseguida que as anteriores mas não por falta de empenho e espírito de sacrifício, que foram os mesmos de sempre.
Pelas seis da tarde, num Restelo já inundado de viaturas de sportinguistas, deu-se a estreia do nosso clube na Liga de Basquetebol 2007/2008, frente ao CAB Madeira. Um mau início, sobretudo um desastroso segundo período, parecia ter deitado tudo a perder. Seguiu-se mais uma das épicas recuperações a que a nossa equipa já nos habituou. Infelizmente, a impressionante eficácia nos triplos do adversário e a actuação vergonhosa de Sérgio Silva, um árbitro que tudo fez para que saíssemos derrotados (não é exagero), inventando faltas que oscilaram entre o anedótico e o puro esbulho desportivo, impediram a nossa vitória que, pese os erros cometidos, seria mais que justa. Penso que a escandalosa prestação do árbitro nº 21 deveria ser alvo de um protesto formal do clube. A Liga, que com apenas oito clubes, e mesmo estes com condições económicas precárias, se parece cada vez mais um campeonato fantasma, deveria fazer por manter alguma sanidade a nível arbitral, sob pena de ver todos os participantes fugir para a Proliga, desaparecendo do mapa competitivo.

Se o ridículo matasse... (I)

O Belenenses venceu no Bessa por 4-2 corria o fim do dia 8 de Outubro. Quebrado o ritmo competitivo da equipa - também assim se pode falsear a verdade desportiva...! -, os nossos craques voltarão à competição... no dia 27. Ou seja, num mês em que as competições profissionais prosseguem a grande ritmo por todo o lado (com a natural excepção do fim de semana dedicado às selecções), a Liga de Hermínio Loureiro entendeu por bem parar o campeonato para que por estes dias jogassem 8 equipas num total de 32.
Sucede que nos países civilizados provas como a Taça da Liga servem para preencher os calendários e não para os esvaziar. Dito de outro modo, é suposto que uma prova como a Taça da Liga sirva numa primeira fase para arranque de época e, uma vez iniciada a competição mais importante, para que também durante a semana seja possível aos clubes encaixarem receitas adicionais capazes de ajudar a fazer face à despesa - ou, em paralelo, para que possa haver futebol entre o Natal e a passagem de ano. Já por cá, posto que fazemos por ser originais, ficam os profissionais vinte dias sem competir e as SAD's sem facturar, embora ao que se saiba não tenha a Liga de Clubes tido a iniciativa de suportar os vencimentos dos profissionais referentes ao mês corrente. Em resumo: as inovações do dr. Loureiro ainda nos trazem prejuízo...

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Segunda vitória na Liga Halcon 2007/2008

Foi um espectáculo empolgante aquele a que se assistiu ontem no Acácio Rosa, entre Belenenses e São Bernardo.
Os aveirenses, que entravam para esta 5ª jornada na 3ª posição, e que já haviam batido o Benfica na Luz, demonstraram ter uma bela equipa, com muita qualidade mas, pareceu-me, com excessiva dependência do seu número 14, Inácio Carmo, um excelente jogador, com um temível remate e que a nossa defesa praticamente nunca encontrou maneira de travar.
Após um 2-2 no dealbar da partida, a nossa equipa pulou para um 6-2, vantagem que foi efémera pois o adversário mostrou qualidade e determinação, nunca permitindo à nossa equipa adiantar-se muito no marcador, que chegou ao intervalo em 16-14. Nesta primeira parte destacaram-se: o veterano Pedro Gama, já recuperado, um jogador com larga experiência, visão de jogo, inteligência, embora ainda possa vir a render mais; Hugo Figueira, com várias defesas espectaculares, garantindo a vantagem permanente dos azuis; e a dupla de arbitragem (que viajou desde... Aveiro!), com critérios desiguais, sempre em nosso desfavor, conseguindo complicar um jogo correcto, embora por vezes durinho, mas sem maldade.
Entrou mal a nossa equipa na segunda parte, marcando apenas um golo nos primeiros 5 minutos e mostrando insegurança, com os jogadores a tentarem jogadas individuais, que esbarravam na defesa aveirense. A toada de equilíbrio manteve-se até ao empate a 22. Ao contrário do que se podia recear a nossa equipa não acusou o toque e partiu para o melhor período do jogo, com mais fluidez na troca de bola, melhores e mais rápidas combinações de ataque, culminadas com vários golos de belo efeito (contei pelo menos cinco "roscas", uma delas de Pedro Neto, um jogador com grande margem de progressão e que parece estar a ser bem "trabalhado" por João Florêncio). Nesta fase destacavam-se: Bruno Moreira, sempre inteligente a esgueirar-se no meio dos centrais; Tiago Fonseca, com uma mão cheia de golos, e Hugo Figueira, que além de belas defesas marcou um golo de baliza a baliza, que levou o pavilhão ao rubro!
Do lado do brioso adversário, uma equipa muito compacta, destaca-se, como já referimos, o excelente jogador que é Inácio Carmo, autor de 10 dos 26 golos da sua equipa e líder dos melhores marcadores da Liga, com 42 tentos, mais quatro que o segundo, Eduardo Filipe do FC Porto.
Ontem a nossa equipa demonstrou a sua excelente valia. Apesar de alguns momentos de intranquilidade, soube contrariar as dificuldades (e chegou a jogar "seis contra nove", em certos momentos de escandalosa má fé dos árbitros) e mostrou que a ascensão na tabela não irá parar.
Segue-se mais uma partida difícil, frente ao Sp. Horta, no dia 21, pelas 21h00. Os açoreanos têm apenas uma vitória em seis jogos e não irão facilitar a nossa tarefa.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Belenenses bate São Bernardo

Resultado final: 33-26 (ao intervalo: 16-14).
Crónica segue dentro de momentos, que o repórter ainda não jantou...

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Efeitos positivos da Taça do Mundo de Rugby

A participação dos Lobos na Taça do Mundo despertou simpatia e admiração em muita gente, graças à cobertura televisiva satisfatória e, claro, à briosa prestação da Selecção.
Foram inevitáveis as comparações com outras modalidades, nomeadamente o futebol, sobressaindo os rapazes do rugby pela coragem com que, sendo amadores, defrontaram alguns dos melhores jogadores do Mundo, mas também a forma sincera e sentida como exteriorizaram o seu orgulho por poder representar o País. Pelo menos por uma vez se intrometeu o nosso hino nos domínios do Haka e afins, pois como pude comprovar foram vários os adeptos estrangeiros que ficaram deveras impressionados.
Posto isto, é de qualquer maneira necessário voltar a pôr os pés na terra, por várias razões.

Conhecemos bem este tipo de entusiasmo - aparentemente generalizado - e as suas verdadeiras consequências. Convenhamos, com frontalidade, que para o público em geral o que se alterou foram sobretudo as expectativas. Não é realista pensar que seja amenizada uma certa ignorância relativamente à modalidade e às suas regras, como também não é realista pensar que as assistências aos jogos - mesmo os da Selecção - aumentem na mesma medida, deste efémero entusiasmo.
É facil invocar alguns casos semelhantes. Veja-se por exemplo o caso do Atletismo, que com um Carlos Lopes e uma Rosa Mota despertou nos nossos conterrâneos uma súbita voracidade por medalhas. E assim, de quatro em quatro anos, sem que nada ocorra de assinalável de permeio (mais concretamente para o desenvolvimento da modalidade), lá temos a Comunicação Social empenhada na mera contagem de presenças no pódio (e pouco mais).
Com o Rugby, já vejo algo do género. Se na próxima vez não conseguirmos o apuramento - que será novamente dificílimo, como é óbvio - tudo se resumirá a uma breve nota de desilusão. Se o conseguirmos - façanha também novamente histórica - já não bastará perder com dignidade e o melhor esforço possível. Desilusão, dir-se-á.
Nessa altura, senão antes, algumas mentes brilhantes do nosso desporto apontarão o grande remédio: faz falta que Luís Filipe Vieira arrebanhe todos os melhores para a sua equipa, pois aí é que vai ser a sério. Também os haverá que lamentem a falta de Sporting e Porto nas competições nacionais (como já o fizeram para outras modalidades), pois modalidade que não tem esses três não é verdadeiramente "competitiva".
Enfim, enough said.

Mas se aquela euforia é por demais para o que verdadeiramente vale, temos também aspectos positivos, nem poderia ser de outra maneira. Aqui há dias foi transmitida num telejornal da SIC uma reportagem sobre as nossas escolas de Rugby - facto por si só comprazedor - em que os responsáveis confirmavam o incremento extraordinário de inscrições e praticantes, graças à popularidade conquistada pela Selecção. Muito boa notícia, veremos se o Clube será capaz de responder com condições adequadas (é difícil...). É que, sem essas condições, lá se vai a oportunidade para o clube e mais uma oportunidade para desenvolver a modalidade.
Havendo condições, será necessário promover.
E aqui aproveito para dar outro exemplo. Não é sobre o Benfica e a Vanessa, mas anda lá perto, e a minha desolação até foi maior. Recebi uma mensagem do Clube Olímpico de Oeiras sobre a sua Escola de Formação Desportiva, onde a dada altura se referia o exemplo de Bruno Pais (nosso ex-atleta) como chamariz. Nada tenho contra o COO, obviamente, e mais penso, que fazem muitíssimo bem. Mas é concorrência, meus caros, e perante a concorrência não se pode dormir. Se temos orgulho no nosso ecletismo, não podemos deixar este ser "passivo", um mero número (grande) de modalidades. Temos de contribuir para o desenvolvimento das modalidades, para o aumento e aperfeiçoamento da sua prática, impregnando entusiasmo pelas crianças e jovens que queremos a dar vida ao Restelo e ao nosso Clube.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Reformas essenciais

Na sua edição de ontem, publicou A Bola uma interessante entrevista com Rui Pedro Soares, membro da Comissão Executiva do grupo Portugal Telecom. No trabalho em causa, o responsável da PT - que, recorde-se, é um dos mais relevantes patrocinadores do futebol luso - aborda com algum detalhe os insucessos de bilheteira do futebol português apresentando alguns dados sobre os quais valerá a pena reflectir e que de certo modo poderão ser resumidos nos seguintes pontos:

1. Se analisarmos as assistências em Portugal e em Inglaterra e as dividirmos pela população, as percentagens são praticamente equivalentes: 0,25% no caso inglês; 0,28% no nosso;
2. Em 2005/06 venderam-se 3 milhões de bilhetes para o futebol contra 17 milhões de bilhetes para o cinema; o cinema tem 6 vezes mais espectadores quando o futebol desperta muito mais paixões;
3. A televisão potencia o espectáculo, ao invés de afastar público.

Isto para concluir pela urgente redução do preço dos bilhetes "a não ser que o que interesse seja mesmo ter estádios vazios" (sic). O primeiro ponto ainda me recorda uma outra contabilidade sobre a qual um amigo meu, lagarto do piorio, costumava divagar: os nossos estádios têm capacidade para tantos espectadores como os estádios espanhóis, o que seria óptimo não se desse o caso de eles terem quatro vezes mais população... E ainda poderíamos acrescentar a estas variáveis a questão do rendimento dos portugueses, que lamentavelmente nada tem a ver com os preços praticados pelos lusos emblemas.
Se esta é matéria importante para os clubes portugueses (e, evidentemente, para os seus patrocinadores), no caso do Belenenses a coisa assume proporções de ainda maior relevância tal é a limitação das nossas assistências, o que ficou demonstrado com especial crueldade na recepção ao Bayern de Munique. A mim, confesso, custa-me a crer que aparentemente ninguém veja que praticamos preços obscenos para a realidade da esmagadora maioria das bolsas portuguesas e para as condições que oferecemos - tanto mais que não vivemos das receitas de bilheteira.
É urgente voltar a levar público ao Restelo - os emblemas não subsistem sem adeptos! -, mas é urgente reconquistar o potencial existente sabendo de ciência certa que nem há medidas milagrosas nem existem políticas de fundo que possam dar frutos em meia dúzia de dias. A persistência e a paciência devem caminhar a par de uma urgente política de redução do preço dos bilhetes. Antes que seja demasiado tarde.

domingo, 14 de outubro de 2007

Um jogo inesquecível

Não me parece exagerado afirmar que a exibição de ontem da nossa equipa de futsal frente ao Sporting, em Loures, coroada com uma estupenda vitória por 3-2, foi das melhores que se pôde ver do nosso emblema nos últimos vinte anos, considerando todas as modalidades praticadas no Belenenses. Raramente se viu uma conjugação tão perfeita entre técnica, classe, entrega ao jogo, espírito de equipa, capacidade de sacrifício e fortaleza psicológica, que levou a equipa a acreditar nas suas capacidades - e, portanto, na vitória - até ao fim.
Frente a um Sporting muito forte, Marcão, Marcelinho (um golo), Jardel, Cautela, Diego (1), Vinicius, Pedro Cary (1), Paulinho e Maté deram uma admirável demonstração da força, garra, querer e enorme categoria desta equipa. Se tivêssemos que escolher um momento demonstrativo do que vai dito elegeríamos o último lance de perigo para as nossas redes, com Marcão a defender de instinto e, na recarga, a levar com a bola na cara, a festejar efusivamente o facto de a bola não ter entrado - e só depois a preocupar-se com a sua condição física abalada. Fantástico!
No próximo sábado seria lamentável que os sócios e adeptos do Belém não comparecessem em massa para apoiar os nossos rapazes frente a uma equipa sempre incómoda como é o Alpendorada. Seguem-se-lhe dois promovidos, o Nogueirense (novamente em casa) e o Vila Verde (clube da localidade com o mesmo nome situada entre Sintra e Terrugem), antes do grande jogo contra a Fundação. Temos todas as condições para chegar a esse encontro com oito vitórias em oito jogos, mas atenção, muitas vezes nas partidas teoricamente mais simples é que surgem os maiores problemas. Mas uma característica da nossa equipa ainda não referida neste comentário - a humildade - ajudar-nos-á a superar esses obstáculos.
Força, Belém!

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Vamos defender o 1º lugar

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

A acertar o passo

Conquistámos uma saborosa vitória no Bessa e já estamos "encostados" na tabela às equipas "sensação".
E agora, sempre a subir? Surgirão percalços, ninguém duvida, mas em minha opinião esta equipa tem - de novo, como em 2006/07 - margem e boas perspectivas para crescer.

Objectivamente, esta fase de calendário sobrecarregado não saíu tão bem como se poderia esperar. Afinal de contas, fomos eliminados à primeira em duas das quatro competições desta época. A atenuar, o azar de apanhar aquele adversário europeu... mas não deixou de ser um azar (salvo para as finanças, pois parece que não foi mau - mas poderia ter sido melhor, também acrescento).

Foi um arranque de época intranquilo, em grande parte devido às saídas do plantel (Dady+Garcés e Nivaldo) e às entradas tardias. Não conseguimos ainda, mesmo neste jogo do Bessa, o equilíbrio desejado. Mas estas duas semanas serão boas para assentar idéias e trabalhar com qualidade e... tranquilidade.

Hoje valeu o arreganho, a vontade de ganhar e uma boa dose de astúcia. De tal forma que o treinador adversário elogiou a nossa maior experiência europeia...

P.S.: ainda tinha atravessada aquela derrota no Restelo, na época passada... e naquela ocasião o Boavista fez bem menos do que hoje...

domingo, 7 de outubro de 2007

Futsal em grande

Começam a faltar adjectivos para caracterizar a prestação da nossa equipa de futsal. Com quatro jornadas cumpridas, eis-nos isolados em primeiro lugar, com doze pontos. A forma categorizada e abnegada posta nos confrontos é de louvar. Sobressaindo desde a jornada passada (quando pôde actuar pela primeira vez em jogos oficiais) Marcelinho, é no entanto toda a equipa que merece realce. Isto porque de uma verdadeira equipa se trata. Alípio Matos pode utilizar nove jogadores durante um encontro que a nossa qualidade de jogo não se ressente.
Tudo isto foi evidente no confronto de ontem frente ao Boavista. O nosso adversário impressionou pela positiva, não merecendo de todo estar ainda sem pontuar no campeonato, valorizando ainda mais a nossa vitória. E se esta se começou a desenhar cedo, com uma magnífica jogada de Marcelinho, que sentou Alex e atirou para as redes desertas, não foram facilidades o que se nos deparou até ao último instante.
A primeira parte foi empolgante, sendo o intervalo um descanso também para os espectadores, tal a vibração que o nosso jogo provocou. A segunda parte teve um Belenenses mais de contenção nos primeiros minutos, para se desinibir depois e efectuar algumas jogadas que puseram o pavilhão ao rubro. Os golos falhados foram vários: duas bolas no poste, uma defesa impossível de Alex perante um Jardel a meio metro do golo e ainda dois remates de longe ao lado da baliza deserta, quando os boavisteiros jogavam já com guarda-redes avançado.
Análise dos jogadores:
- Marcão: com menos trabalho que frente ao SL Olivais, ainda assim pôde fazer grandes defesas, sendo no entanto culpado no primeiro golo dos do Bessa.
- Marcelinho: para quem ainda o não viu jogar é difícil expressar por palavras o enorme talento deste jogador. Creio que este ano não vai ser Ricardinho, do Benfica, o melhor jogador do campeonato. Ontem facturou por 3 vezes.
- Pedro Cary: bom toque de bola, muita rapidez e alguma precipitação em algumas jogadas, o mesmo que se pode dizer de Paulinho (um golo).
- Cautela: muito importante a estabilizar a equipa em momentos mais críticos. Sereno e inteligente.
- Diego Sol: muito bom a defender, visão de jogo e um excelente golo.
- Vinicius e Maté: jogaram pouco mas integraram-se muito bem na manobra da equipa.
- Jardel: bendita equipa que pode ter este jogador no banco.
Destaque ainda para o jovem guarda-redes Marco, que substituiu Nuno Almeida no banco. Pelo que se vai vendo nos aquecimentos, está em grande forma. Aliás na época passada, quando tínhamos Nuno e Carlo lesionados, fez um grande jogo.
Na próxima jornada teremos o maior desafio até à data: ida a Loures para defrontar o Sporting (sábado, 15h20, transmisão em directo na SIC). Estamos em crer que se jogar o que sabe, sem nervosismos, a nossa equipa pode somar a quinta vitória no campeonato.
Espera-se um grande apoio dos adeptos que, se foram ontem cerca de 400, continuam a ser poucos face ao que esta fabulosa equipa merece.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Pinceladas europeias


Magnífica jornada desportiva, bem à altura da história do Belenenses, aquela a que assistimos ontem ao final da tarde no Restelo. Na verdade, os nossos profissionais, de cabeça bem erguida, demonstraram um querer e uma garra que muito me orgulham e que os absolve por completo do resultado final de uma eliminatória que nos colocava frente a um dos maiores orçamentos do futebol mundial. Para mais, registe-se a animação antes do encontro - também ela ao nível da contenda e bem melhor do que é hábito - e a feliz preocupação em bem receber os adeptos alemães (civilizadíssimos e bem dispostos, também eles à altura do desafio, numa festa que continuou noite fora pela zona histórica de Belém).

Nota negativa apenas para a desastrosa política de preços (e de acompanhantes) que afastou do Restelo inúmeros interessados em nele marcar presença. É espantoso como se deita à rua uma oportunidade quase única de efectuar uma grande casa (menos de 10.000 pessoas num jogo que decide uma eliminatória que é possível ganhar, numa prova que não disputávamos há 20 anos, contra um dos colossos do futebol europeu está mais perto de ser uma vergonha do que uma grande casa). Adiante.

O Belenenses proporcionou 60 minutos à beira do sonho, sendo que nos primeiros 40 Costinha (em óptimo plano) não chegou a fazer uma defesa digna desse nome. O Belenenses foi controlando as operações e, se bem quem com evidentes preocupações defensivas - bem legítimas! -, teve logo a abrir três boas ocasiões de alterar o destino da eliminatória. Voltou a equipa a falhar sobretudo na finalização, embora eu me mantenha na minha: o Belenenses que hoje observamos é melhor do que o Belenenses que subia aos relvados há exactamente um ano (tem aliás mais dois pontos na Liga). Sucede que se já na época passada Dady tardou a aparecer e Garcés só chegou em Janeiro, também este ano a equipa parece manca no último quarto do terreno. É problema que se resolve com o tempo e com os treinos, sendo que há este ano inquestionavelmente mais soluções para que possa nascer um super-dady. A ver vamos se me engano.

Permitindo-me destacar individualidades num grupo que durante 60 minutos valeu essencialmente como equipa, gostei especialmente de Ruben Amorim e Silas. O Ruben está adulto, um senhor jogador - aliando garra, versatilidade e inteligência. Já o Silas, nos dias em que a coisa sai bem e tem vontade de levar a equipa para a frente, dispensa apresentações (aliás como o Zé Pedro, a quem agora se observam interessantes preocupações defensivas). Weldon e Roncatto trabalharam imenso - o primeiro melhor do que o segundo - e Amaral e Mendonça entraram muito bem no jogo. Continuo sem perceber porque é o angolano tão pouco utilizado nos compromissos caseiros...

O que vou dizer de seguida é evidente mas, por justiça para com os nossos craques e em especial pelo sexteto mais defensivo, nunca será excessivo repeti-lo: do outro lado estava o Bayern de Munique e não aquela simpática rapaziada do Shakhtar Donetsk! E eu, que sou amante do futebol, folgo em ter visto ao vivo pela primeira vez o Luca Toni que é, sem favor, um dos cinco melhores pontas de lança do mundo e que para isso nem precisa que o apoio dos alas actue em grande plano. Toni - excepcional a jogar no limite do fora de jogo - marcou o golo que dita a morte do nosso sonho depois de uma recepção de bola tão difícil quanto fantástica e de um remate de primeira que distingue os predestinados dos medianos. Os predestinados não inventam. E se me permitem uma opinião contra-corrente, o golo é perfeitamente legal (ao invés da grande penalidade clara que ficou por assinalar a nosso favor poucos minutos depois).

Rematando: o aplauso final e quase unânime que dedicámos aos nossos profissionais vai de algum modo ao encontro de uma das frases de Jorge Jesus na conferência de imprensa final. Se o Belenenses deixar sempre em campo o sangue, o suor e as lágrimas que ontem ficaram no Restelo, independentemente do adversário, não vejo que haja muitos jogos da competição interna que possamos perder. Se Jesus disso mentalizar os craques e em entendendo estes a lição, o futuro é risonho. O rigor e o querer do Belenenses dos primeiros 60 minutos dariam, já na segunda-feira, três batatas ao Boavista.

Duas notas finais. A primeira é uma pergunta: alguém sabe qual a razão do "Bar do Rugby" não dar agora apoio aos comes e bebes (situação que já verifiquei frente ao Leiria)? É que as capacidades humanas têm limites, o simpático estaminé do lado não dá para tudo e a situação ontem vivida ao intervalo, pelo péssimo serviço prestado (pelo clube, não por quem serve e faz o seu melhor!), está nos limites do ridículo.

Segundo ponto: já aqui o escrevi uma vez mas repito; creio que face ao novo quadro legal a Fúria Azul deve merecer do Belenenses todo o apoio possível e imaginário. Não sei se é o que se verifica, quero crer que não, mas não consigo conter a dúvida: se os adeptos alemães podem cobrir toda a superior de faixas, umas atrás das outras, a Fúria Azul não pode colocar as suas porquê? Acaso a claque alemã se registou formalmente junto das nossas autoridades?

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

A menos de 24 horas

Convocados:

Guarda-Redes: Costinha e Marco Gonçalves.
Defesas: Cândido Costa, Amaral, Rolando, Hugo Alcântara, Devic, Weverson, e Rodrigo Alvim.
Médios: Rúben Amorim, Gabriel Gomez, José Pedro, Silas, Mendonça, Hugo Leal e Fernando.
Avançados: Weldon, Roncatto, e João Paulo.

Jorge Jesus na conferência de imprensa:
"Cumprimos o nosso objectivo, que era trazer a eliminatória para Lisboa ainda por resolver. Vamos jogar de forma inteligente, sem fazer marcação homem a homem e proteger o corredor central, zona em que o Bayern é muito forte. Num jogo a eliminar, tudo pode acontecer. Por norma, nestes jogos nem sempre os melhores ganham.
Em Munique ficaram surpreendidos com o nosso jogo. Se nesse jogo fomos surpresa, amanhã deixamos de o ser. Este é um jogo contra uma das quatro melhores equipas da Europa. Com uma pontinha de sorte podemos passar esta eliminatória".

A arbitragem estará a cargo do polaco Jacek Granat. Todos ao Restelo, com o nosso apoio entusiástico os alemães terão a vida muito difícil!

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Operação Bayern: todos ao Restelo!

Quinta-feira chega o grande dia, o dia de todas as decisões depois de um grande jogo na Alemanha. O Belenenses recebe o Bayern de Munique em desafio a disputar às 19h30 no Estádio do Restelo. 18 anos depois, é possível passar à fase de grupos, assim o sonho se realize com o apoio do nosso público. Como disse e bem Jorge Jesus no passado domingo, não há grandes se não houver audiência consentânea 'in loco'. Os Bilhetes já se encontram à venda na secretaria do Clube, sendo que para adquirir o ingresso é necessário ter a situação contributiva de associado devidamente regularizada. Cada sócio pode adquirir um bilhete para acompanhante. Preços:

Sócios:
Contribuintes - 10,00 €
Acompanhantes - 20,00 €
Camarotes - 20,00 €

Não Sócios:
Central Nascente Superior - 50,00 €
Central Nascente Inferior - 35,00 €
Lateral Nascente Superior - 40,00 € / 45,00 €
Lateral Nascente Inferior - 30,00 €
Topo Norte Superior - 30,00 €
Topo Norte Inferior - 25,00 €

Escolas de Rugby



A imagem não será a melhor mas permite entender que a secção tira claramente partido da visibilidade d' Os Lobos. Fornada de campeões a caminho?

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Mais uma vitória em futsal

Excelente espectáculo de futsal ontem no Pavilhão Municipal do Casal Vistoso, em Lisboa, entre SL Olivais e Belenenses.
A nossa equipa, que já contou com os brasileiros Marcão, Diego, Vinicius e Marcelinho, soube ter paciência para levar a melhor (2-3) sobre um adversário muito complicado. Perante uma moldura humana apreciável (uns quatrocentos espectadores, entre os quais umas dezenas de belenenses e o treinador do Benfica Adil Amarante), a que não será alheia a entrada gratuita no recinto, assistiu-se na primeira parte a uma impressionante manifestação da qualidade dos da casa, com boa troca de bola, rigor defensivo e grande empenho. A nossa equipa inicou a partida com os mesmos jogadores de campo que na semana passada frente ao Sassoeiros (Maté, Jardel, Cautela e Pedro Cary) mais o guarda-redes brasileiro Marcão, mas não demorou muito a que entrassem em campo os novos reforços de terras de Vera Cruz. Destes foi Marcelinho que, pelo seu soberbo toque de bola, mais deu nas vistas. Mas a primeira parte foi do Olivais, que marcou num livre indirecto após distração de Marcão, que agarrou a bola num atraso intencional.
A segunda parte foi de maior domínio dos belenenses e foi então que Marcelinho abriu o livro: um golo após excelente jogada individual, outro oferecido a Diego e uma grande penalidade arrancada após inesquecível jogada em que finta dois jogadores adversários sempre com a bola junto à linha lateral até que é agarrado quando se prepara para marcar (Maté converteu a penalidade). O Olivais desanimou, até porque tivera grandes ocasiões, todas negadas por um Marcão superlativo, defendendo tudo, incluindo várias situações de um para um.
A 14 segundos do fim um soberbo golo de Estrela (ex-Benfica) ainda deu para assustar mas o Belém conseguiu afastar a bola da zona de perigo e averbou uma merecida e importante vitória em um dos recintos mais complicados do futsal nacional.
O próximo embate está marcadop para o pavilhão Acácio Rosa no próximo dia 6, pelas 18hoo. Sendo a nossa uma equipa que joga muito bem, que nunca se entrega e que partilha a liderança com o Freixieiro, é da mais elementar justiça que os sócios e adeptos do Belém marquem presença nesse importante confronto.

domingo, 30 de setembro de 2007

Dramas andebolísticos

Os jogos de andebol entre Belenenses e Benfica são frequentemente dramáticos, com incerteza no resultado até ao fim. Foi assim em 1994, quando um erro da equipa de arbitragem quase permitia ao Benfica empatar a partida nos últimos instantes e retirar-nos o título que veio a ser nosso; foi assim na época passada, com um livre directo a nosso favor no último segundo e a bola a embater na trave e no poste direito da baliza benfiquista e a não desfazer o empate no marcador; e foi assim também ontem, com Tiago Fonseca a ter o sangue frio suficiente para converter um livre de sete metros a oito segundos do fim, permitindo à equipa azul averbar a primeira vitória na edição presente da I Liga, ao cabo de três jornadas.
O destaque da partida vai para o nosso guarda-redes Hugo Figueira, que defendeu uma mão cheia de livres de sete metros. Os melhores marcadores do nosso lado foram Pedro Neto, Nelson Pina e Nicola Miricki, com 4 golos.
Ultrapassando com galhardia dois adversários - os salários em atraso (outro drama do nosso andebol) e um adversário complicado -, estão de parabéns os nossos rapazes, motivo permanente de orgulho para os adeptos belenenses.
Na próxima jornada deslocação ao recinto do Águas Santas, jogo com transmissão em directo na Sporttv (domingo dia 7, 16h05).

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Assembleia Geral Extraordinária é hoje

Convocatória: Nos termos conjugados dos Artigos 70º, 72º nº 1 e 76º nº 1 alínea a) dos Estatutos do Clube, convoco a Assembleia Geral Extraordinária a realizar no dia 27 de Setembro de 2007 (Quinta-feira), pelas 20.30 horas, no Pavilhão Acácio Rosa, com a seguinte Ordem de Trabalhos:

1 – Discussão e aprovação da alteração ao artº 36º dos Estatutos do Clube.
2 – Nos termos do artº 84º do Estatutos, submeter à discussão e aprovação da Assembleia a concessão de autorização para a Direcção contratualizar com o PEC o pagamento faseado das dívidas à Segurança Social.

De acordo com o estipulado no Artº 73º dos Estatutos, se a Assembleia Geral não puder iniciar-se à hora marcada, por falta de número legal de Sócios, realizar-se-á meia hora depois com qualquer número de Sócios.

Lisboa, 10 de Setembro de 2007
O Presidente da Mesa da Assembleia Geral
Profº José Manuel Morais Anes

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Portimonense, 1 - Belenenses, 1 (5 -4 após G.P.)

Onze inicial: Marco Gonçalves; Amaral, Rolando, Hugo Alcântara e Gonçalo Brandão; Gavillan, Silas, Rafael Bastos e Fernando; Evandro e João Paulo.

No banco: Tiago Schmidt, Rodrigo Alvim, Ruben Amorim, Weldon, Zé Pedro, Mendonça e Roncatto.

Incidências:
Cerca de 2.000 espectadores.
Com 20 minutos de jogo registam-se 6 remates, 4 dos quais a favor do Belenenses. AInda assim, o lance mais perigoso terá sido favorável ao Portimonense, com André Coelho a rematar um pouco por cima da barra.
23 min. - golo anulado ao Portimonense (fora de jogo correctamente assinalado).
31 min. - cartão amarelo a Emídio Rafael.
36 min. - o Belenenses dá mostras de querer pegar no jogo.
45 + 1 min. - intervalo. Segundo o Mais Futebol o Belenenses tem tido o controlo do jogo com Silas a evidenciar-se.
46 min. - recomeça. Weldon substitui Evandro.
57 min. - jogo prossegue sem grandes lances de perigo.
58 min. - cartão amarelo para Gabriel Gómez.
60 min. - saídas de Rafael Bastos e Silas; entradas de Roncatto e Ruben Amorim.
67 min. - GOLO DO BELÉM! Fernando!
71 min. - Weldon falha na cara do guarda-redes...
78 min. - cartão amarelo para Fernando
83 min. - GOLO DO PORTIMONENSE em falhanço incrível da defesa do Belenenses.
88 min. - aproximam-se as grandes penalidades...
90 min. - 4 minutos de compensação. Cartão amarelo para Hugo Alcântara.
90 + 4 min. - termina o tempo regulamentar. A eliminatória decide-se na marcação de grandes penalidades.

Penalties: Portimonense, 4 - Belenenses, 3 (Ruben, Roncatto, Gómez - falharam Rolando e Weldon)

Pobreza... tristeza

Ranking das assistências médias da Liga

1º FC Porto - 44 114
2º SL Benfica - 43 588
3º Sporting CP - 32 214
4º SC Braga - 18 427
5º V.Guimarães - 16 205
6º Leixões - 7 095
7º Académica - 5 108
8º Maritimo - 4 857
9º Boavista - 4 416
10º Nacional - 3 330
11º V.Setubal - 2 846
12º E. Amadora - 2 657
13º P.Ferreira - 2 337
14º U. Leiria - 2 210
15º Stª Clara - 1 982
16º Varzim - 1 928
17º Belenenses - 1 870
18º Vizela - 1 585
19º Trofense - 1 312
20º Gil Vicente - 1 194
21º Naval - 1 179
22º Beira-Mar - 1 151
23º Portimonense - 999
24º Rio Ave - 970
25º Freamunde - 964
26º Gondomar - 908
27º Olhanense - 880
28º CD Fátima - 740
29º Aves - 657
30º Penafiel - 592
31º Feirense - 578
32º Estoril - 399

Está bem que alguns clubes têm a conta inflacionada, quando ainda decorreram poucas jornadas, pois já receberam visitas de um dos três "estarolas". Ainda assim, é deprimente, porque nós não deveríamos precisar disso.

Isto sem deixar de olhar para o panorama geral, que é deveras patético. Assim vai o nosso futebol...

Dados da LPFP

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Serviço público


Esta não diz directamente respeito ao Belenenses mas, em boa verdade, também diz. Encerrado o capítulo da primeira participação num mundial de râguebi, a Selecção Nacional regressa a Lisboa esta quarta-feira no voo BLE 358 (Blue Line) proveniente de Toulouse, aterrando no aeroporto da Portela pelas 16h00.
Os Lobos fizeram a parte deles. Era bonito que também os adeptos fizessem a sua.