segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Direcção demite-se em bloco

Cabral Ferreira já entregou a carta em que formaliza a sua demissão ao presidente da Mesa da Assembleia Geral, Prof. José Manuel Anes. Em paralelo, os seis vice-presidentes do clube - Vítor Ferreira, Miguel Ferreira, Viana de Carvalho, Anabela Gonçalves, Pedro Silva e Barata Marques - tomaram posição idêntica, abrindo caminho à marcação de eleições intercalares.
Os destinos do clube estão agora, provisoriamente, nas mãos de José Manuel Anes - a quem se formulam votos de êxitos vários nas tarefas que agora assume -, que afirmou ao jornal A Bola:

«Vou assumir as minhas responsabilidades estatutárias, por isso será criada uma equipa de transição, também para não haver cortes com a situação actual»

domingo, 20 de janeiro de 2008

O futsal azul (e português) na encruzilhada

Pois é, meus amigos, a ofensiva anti-desportiva contra o futsal do Belenenses prossegue. Após a lamentável prestação do setubalense Paulo Macau no jogo da semana passada, coroada com esta sacanice (não há termo mais meigo), tivemos ontem mais uma dupla que fez o que pôde para nos impedir de vencer a valorosa equipa do Instituto D. João V (que na época passada competia sob o nome Sporting de Pombal).
Um penalty inexistente, seis faltas no primeiro período - quando pelo menos duas não existiram - e um livre indirecto a poucos minutos do fim, quando vencíamos por 3-2, foram o contributo dos senhores de negro para aumentar ainda mais a descredibilização da arbitragem nesta modalidade.
Quanto ao jogo, começámos bem, com uma bola ao poste por Marcelimho e um golo de Jardel após brilhante jogada daquele, a que se seguiu o já habitual controlo de jogo, que na verdade não é controlo, pois defender uma vantagem de um golo não é boa táctica. Por isso temos sofrido desnecessariamente em muitos dos jogos contra equipas que nos são inferiores. Felizmente a garra da equipa azul parece inesgotável e mais uma vez conseguiu arrancar uma vitória nos últimos minutos. O coração dos adeptos do Restelo tem sido posto perante duras provas...
Após a saída de Cautela do plantel, por motivos profissionais, após o empréstimo dos ex-júniores Ricardinho e Magina, e com a suspensão de Maté por dois jogos, aos jogadores tem sido exigido um esforço acrescido, que se espera se reduza com a entrada em cena de dois reforços brasileiros que prometem.
A batalha do título está ao rubro. E após um começo hesitante a equipa da Fundação mostra que está na luta, tornando este o campeonato mais empolgante e incerto de sempre. Cabe à FPF fazer o que não tem cumprido: zelar pelo rigor das arbitragens e pela correcta aplicação das leis. Se esta época, por factores alheios ao aspecto desportivo, a luta voltar a ficar restringida à Segunda Circular, a modalidade sofrerá um rude golpe, na sua credibilidade e no investimento que clubes emergentes têm feito.

Agronomia e mais cento e quinze

O Belenenses fez na tarde de sábado, na Tapada, um grande jogão e venceu Agronomia - campeão nacional e ibérico - por 18-13 (com dois ensaios, fotografias aqui), continuando assim a leva de bons resultados que empreendeu desde há uns jogos a esta parte e tornando mais nítida a presença na final-four da Divisão de Honra. Paralelamente (e é aqui que eu posso meter água visto que sou um apreciador pouco entendido), o quinze do Belenenses insiste em praticar um rugby agradável à vista, procurando sair a jogar mesmo quando aos olhos do adepto menos conhecedor seria mais avisado empreender a técnica do "pontapé para a frente" - que aliás me parece merecer bom acolhimento por parte do tipo de jogo do nosso adversário de ontem. De resto, os azuis mostraram um querer inabalável, especialmente visível ao longo da segunda metade, parecendo-me que a vitória foi inteiramente justa. Uma nota final para o técnico Bryce Bevin: para além da objectividade que mostra ao longo do desafio, creio que é impossível não simpatizar com ele. No próximo sábado, pelas 12h30 (transmissão directa na SportTV), o Belenenses recebe o CDUL - actual líder - num jogo em que uma vitória nos coloca num excelente patamar.
Não bastando a vitória na Tapada, também ontem os mais novos nos deram uma alegria daquelas que não temos todos os dias: conquista do Torneio de Inverno de sub-14, incluindo vitória frente ao Benfica por 115-0. Leram bem: cento e quinze a zero...

sábado, 19 de janeiro de 2008

Belenenses, 4 - Instituto, 2

A vergonha arbitral continua mas os nossos rapazes não desarmam. Contra tudo e contra todos, o Belém averba a 13ª vitória em 14 jogos no Nacional de Futsal.
Marcaram:
1-0 Jardel 2 min.
1-1 Nino 10 min.
2-1 Drula 11 min.
2-2 Mourão 29 min.
3-2 Diego 36 min.
4-2 Marcelinho 39 min.
Crónica mais logo.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Demissão formalizada na segunda-feira

Um despacho da Agência Lusa já datado da noite de hoje indica que Cabral Ferreira vai entregar na segunda-feira ao presidente da Assembleia Geral do Belenenses, José Manuel Anes, a carta de demissão da presidência da Direcção do clube: «Depois de ter comunicado o meu impedimento de continuar como presidente da Direcção do Belenenses, vou formalizar na segunda-feira a demissão do clube», referiu Cabral Ferreira, após uma reunião da SAD, a que continuará a presidir até 31 deste mês.

Eleições em Maio

A fazer fé no Record, o Presidente "Cabral Ferreira vai apresentar nos próximos dias a demissão da presidência da Direcção do Belenenses, para que o presidente da Assembleia Geral, José Manuel Anes, a comunique quarta-feira ao Conselho Geral e sejam marcadas eleições. José Manuel Anes revelou à Agência Lusa que Cabral Ferreira "assumiu hoje o envio da carta de demissão" e comunicou-lhe que continuará na presidência da SAD até ao fecho do mercado de transferências, a 31 de Janeiro, para assegurar "contratações de jogadores".
Depois de receber a demissão de Cabral Ferreira, José Manuel Anes podia convocar eleições de imediato, mas, embora aponte o "princípio de Maio" como um cenário previsível, entendeu que antes de decidir devia ouvir o Conselho Geral, que tem uma reunião extraordinária na quarta-feira.
Anes assinalou que poderia convocar eleições para Março, mas, dado tratar-se de eleições intercalares, "quer a Direcção quer a oposição" pediram-lhe a marcação para Maio."

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Eleições à vista

Comunicado dos Órgãos Sociais do Belenenses:

1. Realizou-se, hoje, uma reunião dos Órgãos Sociais do Clube de Futebol «Os Belenenses», na qual o Presidente da Direcção informou do contínuo agravamento do seu estado de saúde, facto que já era do conhecimento público. Comunicou ainda que, face aos acontecimentos recentes e à acção directiva reforçada que os mesmos impõem, a sua situação clínica não lhe permite acompanhar a evolução dos mesmos como tem vindo a fazer até à presente data.

2. Em face desta constatação, informou do seu impedimento imediato, pelo que será substituído nas suas funções pelo Vice-Presidente Carlos Rui Viana de Carvalho, formalizando, em data posterior, junto do Presidente da Assembleia-geral, a sua demissão de presidente do Clube de Futebol «Os Belenenses».

3. Os Órgãos Sociais do Clube manifestam o enorme apreço pela acção do Presidente da Direcção e realçam a dignidade desta atitude em face do agravamento do seu estado de saúde.

4. Apelam, ainda, à unidade de todos os Belenenses, visando, nesta hora difícil, o reforço da estabilidade desportiva e a procura das melhores soluções para o engrandecimento do Clube.

Rolando: 450 mil euros de diferença é muita massa...

Especulando: a acreditar na imprensa italiana, parecem não subsistir dúvidas sobre a saída de Rolando para a Lazio - transferência/rumor que aliás o clube romano (que eu tenha visto) nunca desmentiu. E nessa linha, a questão é essencialmente de valores - e eles são bem diferentes, por sinal. Se aqui se dizia há uns dias que a verba a que o Belenenses teria direito andaria pelos 400 mil euros, já ontem o Datasport avançava com 950 mil euros, mais do dobro do valor inicialmente indicado. Pois bem, já com data de hoje e em texto assinado por Glenn Debattista, o mesmo órgão de informação que de começo fazia menção aos 80 mil contos subiu agora a parada para os tais 950 mil euros de que se falava ontem. Aí está um caso em que, consoante a verba, poderemos falar, ou não, num bom negócio.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Duas notas na ressaca do golo de Meyong

No já chamado Caso Meyong, e para tratar apenas de coisas muito práticas (que são as que verdadeiramente me interessam), distinguiria dois planos: o primeiro é o da situação do atleta. Admitindo que Meyong continua por cá - alguma imprensa espanhola garantiu ao longo do dia que o Levante quer o jogador de volta (o que não deixa de ser um nadinha paradoxal visto que para todos os efeitos já jogou por três emblemas distintos) -, julgo ser pacífico que a única atitude avisada é a de não mais voltar a utilizar o atleta esta época (salvo alguma reviravolta extraordinária que, pelo menos por agora, não consigo de todo alcançar).
O segundo aspecto prende-se com a eventual perda de 6 pontos - e é aqui que é da maior utilidade que quem de direito observe atentamente a argumentação hoje defendida por Cunha Leal, tanto no MaisFutebol como no Rádio Clube (via Belém até Morrer). Na verdade, ao contrário dos mais aguerridos defensores da causa de António Fiúza por ocasião do Caso Mateus, não me parece que exista nada de extravagante na penalização do infractor, se se vier a provar a sua culpabilidade única e manifesta. Mas outra coisa bem distinta é entregar os seis pontinhos de mão beijada. Poderão ser "apenas" três? Poderá mesmo não ser nenhum? A justiça desportiva que o determine; mas que não sejamos nós a prejudicar uma eventual batalha por um interesse concreto que manifestamente é de todos - e que é bem valioso, ao contrário do que transparecia das declarações de anteontem do presidente Cabral Ferreira.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Rolando por 950 mil euros?

Um pouco em jeito de seguimento de rasto ao postal anterior, desta vez é o igualmente transalpino Datasport a garantir que a Lazio já terá chegado a acordo com o jogador e com o Belenenses, numa operação que poderá envolver cerca de 950 mil euros. A assinatura, a fazer fé nos italianos, terá lugar sexta-feira:

In entrata sembra ormai certo l`arrivo del 22enne portoghese Rolando, difensore originario di Capo Verde. La Lazio avrebbe gia` trovato l`accordo sia con il giocatore, sia con il club del Belenenses (prima divisione locale). Manca soltanto la firma, che dovrebbe arrivare gia` venerdi`, dopo il ritorno degli ottavi di Coppa Italia. Il costo dell`operazione si aggirerebbe sui 950mila euro.

Fumo sem fogo?

A imprensa italiana aumenta hoje o eco que vem dando nos últimos dias à possível chegada ao calcio de atletas do Belenenses. O Il Tempo, por exemplo, chega mesmo a escrever que a contratação de Rolando pela Lazio está por horas. Lazio que, segundo a Gazzetta dello Sport (via Viola News), também pode ser o destino de Ruben Amorim - que também é alegadamente pretendido pelo Siena. Dois negócios potencialmente interessantes até ao passado domingo.
Mas agora pergunto: perante a hipótese de escorregar 6 pontos na tabela, não seria talvez mais avisado manter a rapaziada mesmo considerando os custos financeiros inerentes?

E agora tratando de alegrias


(fotografia de Gonçalo Tavares, pilhada ao site do Rugby do Belenenses)

Como isto está, o melhor é passar a tratar apenas de bolas... ovais! Tanto mais que, ainda que pouco habilitado, às vezes calha acertar: como aqui vaticinei, o nosso quinze principal fechou a primeira volta da Divisão de Honra em beleza, com duas vitórias sobre CDUP e Cascais - esta última a valer seis ensaios. E com isto eis que o Belenenses ultrapassou o Direito (algo desfalcado depois das saídas para França de Uva e Aguilar, embora com um jogo a menos), começando a cimentar uma posição no seio dos quatro primeiros que nos deixa antever uma presença na final-four. No próximo sábado há jogo grande em Agronomia, com o Belém a visitar o campeão nacional e ibérico em desafio a merecer honras de transmissão televisiva (12h30, SportTV).
Pensam que a alegria fica por aqui? Nada disso. A última convocatória para o desafio d' Os Lobos na Geórgia inclui sete jogadores do Belém! Sete, leram bem, a saber: Diogo Mateus, David Mateus, João Uva, Sebastião da Cunha, Pedro Silva, Diogo Miranda e Salvador da Cunha. E estão todos bem inscritos!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Meyong resolve



Num jogo em que a vitória era importantíssima, o Belenenses viu Meyong - já lá vamos... - entrar e resolver. Os pontas de lança a sério são mesmo assim, basta-lhes uma oportunidade. Em jogo estava, em boa verdade, aquilo que poderia significar o resto da época: uma segunda volta com o credo na boca ou, em alternativa, "encostar" ao grupo da frente. Ora, os três pontos fazem valer a expectativa da segunda hipótese, estando agora o Belém, em plena segunda volta, apenas a 5 pontos do terceiro lugar e a um dos lugares europeus. Nada mau para tanta irregularidade que vamos manifestando e que, aliás, se voltou estranhamente a fazer sentir. Resta aguardar que nesta segunda metade da prova os nossos profissionais mostrem uma ambição, no mínimo, idêntica à da época passada e assim possamos manter a equipa lá em cima. E já agora, se o discurso do treinador ajudar também não vinha mal ao mundo...
Seguem-se aliás três jogos de grande relevância para que mostremos ao que vamos em termos de classificação. E três jogos em que, já imagino, não poderemos contar com Meyong. Creio que todos sabem já do que falo e, na dúvida, o bom senso mandaria não arriscar. Em paralelo, importa que o Belenenses solicite de imediato um esclarecimento cabal da situação junto dos serviços da Liga e da FPF - que autorizaram a inscrição - e que, até informação em contrário, não volte a utilizar o artilheiro. Quanto muito, no final da época, exija-se à incompetência reinante no luso futebol indemnização a condizer. Mas para já e até ver, ninguém nos tira estes 3 pontos. E venha o mini-"ciclo difícil". É desses que gostamos mais.

PS: como se dá o caso do Rui Santos não ser o único indivíduo provido de cérebro à face da terra, também se poderá verificar que o Belenenses tenha resposta imediata e à altura, capaz de lhe atirar a tese por terra. É aguardar...

sábado, 12 de janeiro de 2008

"Não, é só cá"

- No Brasil também há ladrões destes?
- Não, é só cá.
Este diálogo entre um adepto do Belém e Vinicius, no final do encontro de hoje frente ao Freixieiro (12ª e última jornada da primeira volta do Nacional de Futsal), ilustra a perplexidade do jogador azul perante uma tentativa descarada e grosseira por parte de Paulo Macau (useiro e vezeiro em prejudicar o Belenenses) de impedir a nossa vitória frente à valorosa equipa de Perafita. O pavilhão quase vinha abaixo e o citado bandido teve mesmo que pedir à polícia que se interpusesse entre os adeptos e a sua excelsa careca.
E que equipa encontraria forças para, depois deste revés a um minuto e meio do fim, conseguir o 3-2 final a 14 segundos do epílogo do encontro? Quem viu o jogo com a Fundação responderia: o Belenenses. E assim foi, com Jardel oportuno a facturar e a electrizar ainda mais o escaldante pavilhão.
De resto, assisitu-se a um jogo muito táctico, por vezes algo arrastado. Alípio Matos, conhecendo bem o adversário, não quis arriscar e o Belém jogou muito tempo pela certa, com frequentes lateralizações e passes para trás, numa postura muito prudente e que, apesar de retirar espectáculo à partida, provou ser eficaz. Alípio sabe bem que Fundação e Freixieiro têm grandes equipas mas que falham nos momentos decisivos (muitas vezes com a ajuda dos Macaus desta vida) e não conseguem atacar o título, coutada da 2ª Circular; por isso foi pragmático, em detrimento do futsal-espectáculo.
Claro que tacticamente a partida foi de grande nível, com jogadores e treinadores a interpretarem bem o jogo e a encaixarem-se quase na perfeição. Ainda assim é de justiça referir a maior maturidade do adversário, construindo boas jogadas com facilidade e só esbarrando em Marcão, como sempre imperial nas saídas.
Ao Belém valeu o golo madrugador de Marcelinho, que permitiu controlar a ansiedade. Um belo golo de Júlio César trouxe o 1-1 com que se chegou ao intervalo. Na segunda parte facturámos o 2-1 por Cary, numa desatenção da defesa adversária, igualando a 2 Cardinal no penalty-fantasma já referido. Jardel, um jogador que, apesar de algumas falhas, tem merecido a total confiança de Alípio Matos, mostrou mais uma vez a sua frieza em lances decisivos, oferecendo ao Belém a sua 12ª vitória.
Hoje poderia ter havido um caso sério no Acácio Rosa. Até quão baixo terá que cair a arbitragem na modalidade para que a FPF abra os olhos e veja como o nível daquela é um insulto para jogadores, técnicos e todos os amantes da modalidade?
Referência ainda para a bonita homenagem que o presidente do Freixieiro fez a Alípio Matos e ao nosso clube, que gerou uma onda de simpatia recíproca entre os adeptos dos dois emblemas, sendo de mencionar a presença de várias dezenas de barulhentos e entusiásticos matosinhenses, que emprestaram um grande calor à partida. Sem dúvida que é de aproveitar este bom relacionamento, que mostra que os clubes grandes são aqueles que sabem estar no desporto com dedicação, dignidade e verdadeiro espírito desportivo e não os que querem ganhar a todo o custo sem olhar a meios.
Já para a SIC(K), estação que NÃO está a cobrir o nacional da modalidade mas sim a fazer tempo de antena ao clube do topo sul da 2ª Circular, o nosso mais profundo desprezo.

E Ruben Amorim a caminho de Santander?

SI EL CLUB DE ANFIELD ROAD CEDE AL RACING A SEBASTIÁN LETO O A NABIL EL ZHAR

El Liverpool podría tener una opción sobre Garay
PEDRO FERNÁNDEZ. Santander
La directiva del Racing está trabajando a contrarreloj para incorporar al menos dos jugadores en este mercado de invierno. Eso sí, el conjunto cántabro no quiere gastar dinero, por lo que estas incorporaciones llegarían en calidad de cedidos. El conjunto de Marcelino, a estas alturas de temporada, ya tiene tres futbolistas cedidos: Sergio Sánchez, Jordi y Pablo Álvarez, por lo que según el artículo 188 del reglamento de la RFEF no podría recibir ningún jugador a préstamo de un equipo español.

Dicha reglamentación no especifica nada sobre jugadores llegados del extranjero, por lo que el Racing está trabajando con el Liverpool por conseguir la cesión de al menos un futbolista. La secretaría técnica querría incorporar a Sebastián Leto o Nabil El Zhar, dos jugadores que no entran en los planes de Rafa Benítez esta temporada, por lo que el técnico español ha dado su visto bueno para una posible cesión.

El Racing, para conseguir estos jugadores, podría estar dispuesto a dar al conjunto británico un derecho preferencial a la hora de fichar a Garay, jugador pretendido por varios conjuntos, entre ellos el Real Madrid. Además de los dos jugadores del Liverpool, el club tiene cerca la contratación de Amorín, futbolista portugués de Os Belenenses que juega de centrocampista y serviría para dar un descanso a Duscher.

Estas nuevas incorporaciones aliviarían a Marcelino, ya que su equipo está acumulando varias bajas en los últimos días. Mientras, el entrenador asturiano está tirando de jugadores de la cantera para completar las convocatorias, ya que apenas cuenta con jugadores profesionales.

Además, el Racing ha cedido en este mercado de invierno a Cristian Fernández y Samuel a Las Palmas; y Cristian Portilla al Racing de Ferrol. Marcelino además ha demostrado a lo largo de la campaña que apenas cuenta con Szetela, jugador norteamericano llegado este verano, ni con Calatayud y Jonatan, aparte de que a Sarmiento no le han concedido el tránsfer por lo que no puede entrar en ninguna convocatoria y Marcelino no podrá contar con él jugador.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Lazio interessada no Rolando... e dizem que sai barato

Per la difesa della Lazio spunta un nome romano, ma di nazionalità portoghese...

I biancocelesti interessati al giovane difensore centrale Rolando.

La Lazio, ormai è noto, cerca un difensore centrale anche e soprattutto dopo la fragorosa esplosione del caso Stendardo. Per questo, nei giorni scorsi, Walter Sabatini, direttore sportivo della compagine biancoceleste, si è recato in gran segreto in Portogallo per visionare due calciatori. Rolando, 20 anni, già nazionale under 21, e Tonel, 27 anni, in forza allo Sporting Lisbona.

Quello che sembra aver colpito di più il dirigente capitolino è proprio il giovane Rolando, del Belenenses, che potrebbe arrivare nella capitale con un esborso economico relativamente piccolo. Il prezzo del suo cartellino si aggira intorno ai 2 milioni di euro, e lo stipendio entrerebbe sicuramente nei ristretti parametri della società biancoceleste.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Intervalo noticioso

Complexo Desportivo do Restelo - Belenenses e Câmara de Lisboa constituem comissão para desbloquear Projecto Imobiliário:

A Direcção do Belenenses e a Câmara Municipal de Lisboa (CML) decidiram hoje constituir uma comissão conjunta para acompanhar o Projecto Imobiliário previsto para o Complexo Desportivo do Restelo (CDR).
O grupo de trabalho, resultante da reunião desta tarde, nos Paços do Concelho, entre a delegação do clube e Marcos Perestrelo, vice-presidente da CML e responsável pela área do Desporto, vai ainda estudar as questões que protelam o licenciamento do CDR e a exploração de um posto de combustíveis.
Sem número fixo de elementos, a comissão bipartida vai também analisar a adopção de modelos de colaboração para o alargamento de modalidades desportivas no Belenenses, em espaços no exterior do CDR.
«Apresentámos uma série de pontos em aberto do passado e do futuro e saiu esta comissão. Houve uma grande abertura por parte da CML para resolver os problemas», referiu Viana de Carvalho, vice-presidente do Belenenses.
O dirigente, que liderou a delegação do clube, integrada ainda pelo vice Barata Marques, pelo presidente do Conselho Fiscal, João Neves, e pelo advogado Nelson Soares, sublinhou «o optimismo» quanto ao trabalho da comissão, que permitirá "a concretização dos projectos".
Esta primeira reunião com o novo executivo da CML, de pouco mais de uma hora de duração, foi solicitada pelo Belenenses, preocupado com o atraso em várias matérias, em particular o Projecto Imobiliário.
A aprovação do empreendimento, em parceria com o Grupo Amorim, tem sofrido atrasos ano após ano e, de acordo com estimativas da Direcção já avançadas, o Belenenses está a perder anualmente cerca de um milhão e meio de euros. [...]

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Já são ofertas a mais

Se há coisa a que sou avesso é a crucificar quem quer que seja, mas confesso que hoje perdi a paciência: o problema não é o frango, o problema é a sucessão de frangos, cada um mais inacreditável que o anterior e que nos vão lixando pontos e prestígio jogos a fio. Num clube normal, esta noite marcaria o fim da linha para Marco Gonçalves no futebol do Belenenses. Não há, na verdade, explicação que possa justificar o contrário do que digo, nem equipa que resista a uma baliza assim.
Peço um esforço de memória: na sequência de um outro frango concedido ao Real Madrid - dois, na verdade, posto que o feito foi repetido no jogo de apresentação aos sócios -, Jesus fez valer a necessidade de reforçar a baliza. E assim, para além de um Costinha que inexplicavelmente tem andado pelo banco, fomos buscar um guarda-redes brasileiro que, em registo igualmente sem explicação, ainda não teve oportunidade de mostrar o seu valor. Devemos depreender que é pior do que os outros dois que já cá estavam? Se é, qual a razão de ter sido contratado? Se não é, qual a razão de não ter ainda jogado? Coisas fantásticas...
A verdade é que enquanto não resolvermos esta equação nem sequer vale a pena marcar objectivos, aplaudir o regresso de Meyong, analisar jogos ou sonhar com o regresso à UEFA. Qualquer desses pontos, mesmo que trabalhado dia a dia com a qualidade que é característica da equipa técnica, pode ruir a qualquer momento, à mais inofensiva das investidas do adversário. Nem vale a pena, portanto, dizer que o Belenenses até entrou bem no jogo frente ao Nacional, chegou ao golo com mais um bom apontamento de Weldon e parecia até dominar o desafio (podendo mesmo voltar a marcar), antes de se ter oferecido um golo ao adversário - um golo que, só não vê quem não quer, matou a equipa e deu cabo das suas capacidades anímicas.
É urgente resolver este problema na baliza do Belenenses e é bom que isso seja feito já para a semana e sem retorno. As equipas são construídas a partir da defesa e não há grupos nem Meyongs que resistam a ofertas tão incríveis e sistemáticas.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Derrotados mas não convencidos

Impressões sobre a primeira derrota do Belenenses no nacional de futsal (5-4 para o Benfica):
  • A experiência conta: sem ter uma real superioridade em termos técnicos, a equipa da Luz foi mais matreira e defendeu melhor.
  • Os erros pagam-se: três dos golos do Benfica foram quase brindes da nossa defesa (os dois de Pedro Costa e o último de Ricardinho, este numa jogada típica do Benfica para a qual os nossos jogadores deveriam estar precavidos). E outro erro que o Belém pagou bem caro foi a clara falta de Ricardinho (um jogador com especial predilecção pelas entradas a pés juntos) que, ao não ser assinalada, permitiu o 2-0, golo que foi sempre ao longo do jogo uma almofada para o Benfica gerir o resultado.
  • Esta equipa do Belenenses vende cara a derrota: viu-se contra a Fundação (vitória por 4-2 quando perdíamos por 0-1 a três minutos do fim) e viu-se hoje, quando Drula e Jardel encurtaram o marcador de 4-1 para 4-3 e Jardel ainda reduziu para 5-4 no último minuto.
  • O Belenenses esteve algo longe do seu melhor, com muitos erros de marcação na defesa e excessiva lentidão no ataque. Paulinho deveria ter jogado mais, pois a sua velocidade regra geral desequilibra.
  • Apoio: o Benfica teve que se valer do speaker para afrouxar o apoio claramente mais forte dos adeptos do Belém, com a Fúria em destaque, mesmo quando o jogo parecia perdido. Alguns adeptos do Benfica, tal como já tinham feito na época passada, incluindo no Restelo, divertem-se a provocar os nossos adeptos quando a sua equipa marca. Há quem não saiba nem ganhar nem perder.
  • Sururu: o Benfica teve entradas feias que fizeram perder a cabeça a alguns dos nossos jogadores; a estes pede-se mais cabeça fria, algo que nem sempre é fácil em jogadores relativamente jovens. Alípio Matos teve que intervir no final, separando os engalfinhados oponentes.
  • Classificação: o adversário, campeão nacional, ficou feliz da vida por não cair para o terceiro lugar, ao passo que os azuis mantêm a liderança. Esta será posta à prova frente à dificílima equipa do Freixieiro (cujo jogo de hoje contra o Sporting foi interrompido aos 3 minutos devido ao estado escorregadio do piso) no próximo dia 12.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Grande Perda para o Belenenses


O Belenenses, sem Homero? Bem longe queria esse dia, e agora mal posso acreditar, embora a doença e a idade o anunciassem para breve. Perda irreparável de um dos maiores vultos do desporto e do jornalismo desportivo português. "Só" isso, já seria orgulho bastante para todos os Belenenses. Mas Homero Serpa não foi apenas um grande homem, amante do desporto, mas um grande, grande Belenense. Direi mesmo que daquela estirpe (que não havia muitos, como o Acácio Rosa) já não há mais.
Não serei dos que melhor conhecia Homero Serpa, bem longe disso, mas neste momento e como homenagem gostaria de dedicar-lhe umas linhas.

Homero Serpa nasceu Belenense, pelo menos duplamente. Nasceu e viveu durante décadas na "sua" Alcolena, espécie de fronteira sem barreiras entre Belém e a Ajuda. Mas também nasceu já filho e neto de Belenenses. O avô Domingos, que tinha talento para as letras, fora "poeta popular por vocação e pessoa infeliz por tradição do bairro" (segundo o próprio Homero). O cuidado na prosa e a admirável riqueza de vocabulário que Homero viria a revelar foram em parte herdados...
O pai e o tio, ainda antes de Homero nascer, já jogavam pelo Belenenses, embora tivessem poucas oportunidades para chegar à primeira equipa, que naquela década de 20 (sobretudo no final) afirmava-se como uma das melhores do País.

Da história do Belenenses, o pouco que Homero não viu, ou foi-lhe transmitido ou estudou com afinco. E isso até ser menino. Porque a partir daí o Belenenses passou a fazer parte do seu quotidiano.
Homero cresceu a ver crescer as Salésias - Estádio José Manuel Soares.
Cedo se apaixonou pelo desporto em geral, mas a Natação foi sempre uma das suas grandes causas. Viveu os tempos do tanque de rega do Jardim Tropical, como pequeno nadador, mas também já como seccionista e treinador.
Protestou, reivindicou, que não havia piscinas, apontando o dedo, sem medo, a Câmara e Governo. Árdua e longa luta que se prolongaria durante décadas. No caso das piscinas do Belenenses, bateu-se por elas até as ver feitas, ao lado de Humberto de Azevedo e Ana Linheiro, entre outros.
Foi dos primeiros a colaborar - recém-feito jornalista - no inovador "Os Belenenses", que era pela primeira vez, em substituição do Boletim Oficial do clube, um verdadeiro jornal, de excelente qualidade, capaz de rivalizar com qualquer outro jornal de grande valor "literário". Homero Serpa, deve-se dizer, foi um dos expoentes de toda uma "escola" de jornalismo desportivo que infelizmente já não existe. Ingressou no jornal "A Bola" em 1955, título este que em tempos chegou a ser considerado o jornal desportivo mais bem escrito do mundo. Com e por causa de Homero (que chegou a ser seu director), entre outros.
Voltando ao Belenenses, se a não inclusão de piscinas no - então - novo complexo desportivo do Restelo, em 1956, terá sido decerto uma desilusão, o nosso novo estádio foi pretexto para a seguinte e maior luta de Homero, talvez a maior e a mais notável. Foi na "crise" dos anos 60, em que o Belenenses, vergado ao peso das dívidas, teve de pedir o resgate do estádio à Câmara Municipal de Lisboa. Esta passou a ser a proprietária, como se previa, mas foi o posterior tratamento que deu ao Belenenses e aos seus desportistas motivo da maior repulsa e indignação. Homero Serpa, uma vez mais sem receios, numa época em que não se podia falar de tudo, muito menos acusar o Estado, não hesitou em defender o seu Clube nos jornais. Denunciou abusos, como o encaixotamento dos nossos troféus, postos na rua. Lembrou e relembrou, de maneira enfática e pungente, toda a história de calvário e entrega do Belenenses em prol do desporto. Isto é, escarrapachou no maior jornal desportivo do País a IMORALIDADE do que estavam a fazer ao Belenenses.
Foi na sequência dessa "guerra" (uma entre tantas), que acabou bem (com a devolução em 1969), que o Belenenses reconheceu devidamente os serviços que Homero tinha prestado e continuava a prestar.
Pouco tempo mais tarde, porém, um insólito. Homero Serpa, já jornalista de renome (sempre no jornal A Bola), treinador do Belenenses (ver a foto acima)! Falhara Meirim (época 70/71) e o Belenenses não sabia a quem recorrer. Homero, que tinha a experiência de centenas de jogos... mas apenas como jornalista!... foi o então escolhido, numa hora de aperto. E não é que saíu bem? Juntamente com Félix Mourinho, evitou-se o descalabro (daqueles como o que aconteceria uma década mais tarde, infelizmente) e a equipa manteve o seu equilíbrio para as épocas seguintes (em 72/73, com o "mítico" Scopelli, seria conseguido um excelente segundo lugar).
Homero continuou, Belenense de primeiríssima ordem e homem de causas. Quando nos quiseram derrubar o pavilhão, esteve lá. Na última luta, vimo-lo de novo, quando o Belenenses se teve de bater no afamado "caso Mateus". Quando muita imprensa e comunicação social se inclinava para soluções dúbias ou aproveitava mesmo para nos pisotear, Homero ergueu de novo a voz em nossa defesa.
Para o desporto em geral, Homero foi dos poucos que não distinguia entre modalidades "ricas" e modalidades "pobres", porque todas tinham, para ele, a sua riqueza. Fazia questão, isso sim, de nunca esquecer as modalidades desprezadas, ESQUECIDAS por quem de direito.
Acompanhou durante anos o ciclismo português, vendo "in loco" como as preferências clubísticas pelos "grandes" - entre os quais o BELENENSES - se propagaram por esse País fora, pelo interior, graças aos esforçados ciclistas... Não havia ainda televisão, os estádios eram longe...
Em termos de obras literárias, como já referiu o Pedro, Homero deixa legado rico e diverso. Há todo o trabalho no jornal A Bola, de décadas, sendo porém de destacar a "Magazine", de que foi responsável, bem como as colunas semanais que vinha escrevendo, mesmo depois da sua reforma.
No Belenenses e sobre o Belenenses ficou o incontornável "Camizola Azul e Cruz ao Peito", livro que contém, a propósito, um excelente texto sobre as "Torres de Belém", para além de tudo o que escreveu para os jornais do Clube. Ainda hoje é frequente encontrar aquele livro nos alfarrabistas...
Homero publicou também, ainda sobre o desporto, uma excelente História do Desporto Português, bem como a já referida (pelo Pedro) biografia de Cândido de Oliveira.
As últimas obras, porém, foram livros mais introspectivos, auto-biográficos, menos relacionados com o desporto. Mas não menos relacionados com o Belenenses. São o "Largo da Memória" (o dito largo que é sito à Alcolena) e "Na estrada". Neles Homero recorda tantos dos interessantes episódios e histórias que tinha para nos contar. Agora já cá não está mais, entre nós, para que pudéssemos continuar...
Que grande pena, que grande perda...